
Phantom Blade Zero surpreende após 12 horas e tem combate digno de jogo do ano
Por Sandro Felix
Publicado em 08/11/26 às 06:42
Phantom Blade Zero pode demorar algumas horas para mostrar todo o potencial de seu sistema de combate. Embora a aventura da S-GAME já apresente boas mecânicas de ação desde o início, é por volta das 10 a 12 horas de gameplay que o título ganha outra dimensão, especialmente durante um confronto contra a chefe Mu Xiaokui.
A avaliação foi compartilhada por um jornalista espanhol que voltou ao jogo no PS5 após concluir sua análise da versão para PC. Durante a segunda campanha, agora sem a pressão de um prazo para publicar a crítica, ele destacou como uma batalha específica muda a percepção sobre a qualidade do game e o coloca entre os possíveis candidatos ao prêmio de Jogo do Ano (GOTY).

O confronto acontece às margens do lago Meigu, onde o protagonista encontra Mu Xiaokui, filha de seu mestre e uma personagem ligada ao seu passado. A cena aposta em uma atmosfera melancólica, com iluminação dourada, vegetação à beira da água e uma trilha sonora conduzida inicialmente pelo piano.
A batalha começa com ataques rápidos e difíceis de antecipar, exigindo atenção aos movimentos da adversária. O grande destaque, porém, aparece em uma terceira fase secreta, quando Xiaokui convoca dois guarda-costas: a Bailarina de Jade e o Demônio de Ferro.
O que parecia ser um confronto individual se transforma em uma luta contra dois inimigos simultaneamente, acompanhada por uma mudança significativa no ritmo da música. Apesar da pressão constante, o sistema permite interromper golpes e responder com sequências ofensivas, criando oportunidades para jogadores que conseguem dominar as mecânicas.
Segundo o jornalista, a batalha consegue equilibrar dificuldade e controle de maneira particularmente satisfatória. Mesmo cercado por ataques, o jogador dispõe de ferramentas para reagir, tornando o confronto um dos momentos mais marcantes da experiência.
Phantom Blade Zero fica mais desafiador depois de Mu Xiaokui
A evolução não termina com a derrota da chefe. Ao chegar à região de Pangzhen, o jogador encontra mudanças importantes no comportamento dos adversários comuns.
Enquanto os inimigos das três áreas anteriores apresentam movimentos relativamente lentos e previsíveis, os guardas de Pangzhen são mais ágeis, utilizam combos prolongados e também conseguem atacar à distância.
Essa diferença exige uma abordagem mais dinâmica e amplia as possibilidades do sistema de combate. Os confrontos deixam de depender apenas da capacidade de reconhecer padrões simples e passam a exigir respostas mais rápidas, além de maior domínio das ferramentas ofensivas e defensivas.
O próprio design dos níveis também apresenta uma evolução nessa parte da campanha, permitindo que os combates aproveitem melhor a movimentação e as habilidades disponíveis.
Para o jornalista, essa mudança ajuda a explicar por que Phantom Blade Zero pode não conquistar imediatamente todos os jogadores. Suas primeiras horas apresentam uma experiência de ação competente, mas parte das mecânicas só demonstra todo o potencial quando os adversários se tornam mais exigentes.
A impressão foi reforçada durante a segunda campanha, especialmente ao revisitar o confronto com Mu Xiaokui. A combinação de direção artística, música, narrativa e gameplay fez o jornalista considerar a batalha uma das melhores que já enfrentou em um jogo de ação.
Embora uma possível indicação ao GOTY continue sendo uma avaliação subjetiva, a experiência sugere que Phantom Blade Zero reserva alguns de seus melhores momentos para quem avança além das primeiras horas, quando o combate ganha velocidade e os desafios passam a explorar melhor as possibilidades criadas pela S-GAME.
