
DC antecipa estreia de “Supergirl” no streaming após forte queda nas bilheterias
Por Sandro Felix
Publicado em 07/07/26 às 16:12
A DC deve antecipar a chegada de “Supergirl” ao streaming após o desempenho abaixo do esperado do filme nas bilheterias mundiais. De acordo com informações divulgadas por perfis e fontes ligadas ao setor nas redes sociais, a produção dirigida por Craig Gillespie pode ser lançada em plataformas digitais já em 28 de julho, para aluguel e compra, numa tentativa de reduzir os prejuízos e ampliar o alcance do longa fora das salas de cinema.
A movimentação representaria uma mudança de rota relevante dentro da estratégia recente do estúdio. Em meio ao lançamento de “Superman” no novo universo comandado por James Gunn, a promessa era de que os filmes da DC teriam uma janela mais longa de exibição nos cinemas antes de migrar para o ambiente digital. O avanço de “Supergirl” para o streaming, porém, indicaria que a Warner optou por uma resposta emergencial diante da rápida perda de força do longa nas telonas.
O desempenho comercial da produção acendeu o sinal de alerta nas últimas semanas. Em seu fim de semana mais recente em cartaz, “Supergirl” registrou uma queda de 74% em relação à estreia e arrecadou cerca de US$ 9,6 milhões em 3.602 salas. O recuo colocou o filme entre os resultados mais decepcionantes recentes do gênero de super-heróis, em um cenário comparado por analistas a outros fracassos comerciais de grande porte, como “The Marvels” e “Coringa 2”.
Nos bastidores, a avaliação é de que o longa dificilmente conseguirá reverter a trajetória de baixa nas próximas semanas, o que teria levado a Warner a considerar a estreia digital como forma de preservar parte da receita e evitar um desgaste ainda maior para a marca DC. Embora o estúdio ainda não tenha feito um anúncio oficial sobre a nova janela de lançamento, a possibilidade de disponibilização em 28 de julho ganhou força nos últimos dias e passou a ser tratada como provável por perfis especializados e observadores da indústria.
A decisão também amplia a pressão sobre o novo planejamento do universo cinematográfico da DC. O desempenho de “Supergirl” passa a ser visto como mais um teste para a reformulação liderada por Gunn e Peter Safran, que tenta reorganizar a divisão após uma sequência de resultados irregulares nos cinemas. Dentro da Warner, a expectativa agora se concentra nos próximos capítulos da franquia e, sobretudo, no potencial de recuperação da marca com os lançamentos previstos para os próximos anos.
Antes disso, a DC ainda deve levar aos cinemas “Cara-de-Barro”, projeto de escala menor e com proposta mais voltada ao terror. Nos bastidores do estúdio, no entanto, o foco já se desloca para o impacto que os próximos filmes poderão ter na sustentação do novo universo compartilhado. Após a queda de “Supergirl”, a companhia entra em uma fase decisiva para medir a força real de sua reestruturação.
