
Roteirista original de ‘Jurassic Park’ estabeleceu três condições principais para seu retorno em ‘Jurassic World: Rebirth’
Por Sandro Felix
Publicado em 03/01/25 às 16:03
O renomado roteirista David Koepp, conhecido por seu trabalho nos filmes Jurassic Park (1993) e O Mundo Perdido (1997), retorna à franquia com a próxima e aguardada produção intitulada “Jurassic World: Rebirth”. Em entrevista ao site The Wrap, Koepp revelou detalhes do processo criativo por trás do roteiro e compartilhou as diretrizes essenciais que definiu para esta nova fase da saga. Segundo ele, a única orientação inicial recebida pelos produtores foi simples e direta: “Devem haver dinossauros”. A partir disso, Koepp estabeleceu três princípios fundamentais que moldarão o tom e a narrativa do filme.
Ao comparar suas regras de roteiro aos famosos “Nove Mandamentos” criados por Chuck Jones para os personagens Papa-Léguas e Coiote, Koepp destacou que essas diretrizes foram essenciais para equilibrar nostalgia e inovação no projeto. Entre os principais princípios, está a preocupação em não contradizer os eventos dos seis filmes anteriores, garantindo coerência com a linha temporal já estabelecida na franquia.
Coerência e respeito à continuidade da saga
O primeiro princípio estabelecido por Koepp foi evitar qualquer tipo de “retcon”, termo usado para descrever a prática de reescrever ou desconsiderar eventos previamente estabelecidos em uma história. “Não gosto de retcons”, afirmou o roteirista. Dessa forma, “Jurassic World: Rebirth” dará continuidade aos acontecimentos anteriores, respeitando a trama original e mantendo elementos como experimentos genéticos e clones humanos, que foram introduzidos em produções recentes.
Essa escolha busca manter a integridade do universo já construído, evitando que os fãs mais antigos se sintam traídos por mudanças abruptas na narrativa. Para Koepp, a força da franquia está justamente em sua capacidade de evoluir sem perder de vista o que a tornou icônica desde o primeiro filme dirigido por Steven Spielberg.

Ciência e humor como pilares da narrativa
Outro princípio-chave de Koepp foi garantir que a base científica do roteiro seja crível e plausível. Desde o início da saga, um dos diferenciais da franquia Jurassic Park foi a conexão com teorias reais da ciência, inspiradas nos livros do autor Michael Crichton, criador da história original. “Quero que o público sinta que, de alguma forma, isso poderia ser possível”, explicou o roteirista.
Além da ciência, o humor também desempenhará um papel importante na nova produção. Segundo Koepp, “o humor é oxigênio” e precisa estar presente para equilibrar os momentos de tensão e ação. Essa abordagem sugere que o novo filme trará um tom mais leve em comparação com seus antecessores, sem abrir mão das cenas épicas e dos sustos que marcaram a franquia.

Nostalgia e renovação em “Jurassic World: Rebirth”
Embora o título “Rebirth” (Renascimento) sugira um recomeço para a franquia, Koepp vê o projeto como uma oportunidade de revitalizar a saga, mantendo viva a nostalgia que conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. Em suas palavras, escrever os dois primeiros filmes da série foi “uma das experiências mais gratificantes” de sua carreira, e agora ele tem a chance de colaborar novamente com Steven Spielberg para trazer uma nova história ao público.
Essa nova fase incluirá personagens inéditos e um tom diferente das trilogias anteriores. Para Koepp, a cada três filmes é necessário renovar a narrativa, introduzindo novas ideias que surpreendam tanto os fãs mais antigos quanto as novas gerações.
Queremos entregar algo fresco e relevante, que respeite o legado, mas que também seja inovador, ressaltou Koepp.
“Jurassic World: Rebirth” promete ser um marco na franquia, mesclando elementos clássicos com uma abordagem moderna. O longa chega aos cinemas em 2 de julho de 2025.

