
Supergirl estreia com desempenho abaixo do esperado e liga sinal de alerta na Warner
Por Sandro Felix
Publicado em 29/06/26 às 16:42
A estreia de “Supergirl” nos cinemas marcou um início abaixo das expectativas e acendeu um sinal de alerta para a nova fase do Universo DC, projeto liderado por James Gunn e Peter Safran. Protagonizado por Milly Alcock, o longa arrecadou US$ 38 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá. Com o desempenho internacional, a bilheteria global chegou a US$ 68 milhões, resultado considerado insuficiente para uma produção desse porte.
Antes do lançamento, a Warner Bros. trabalhava com uma previsão de abertura entre US$ 50 milhões e US$ 55 milhões apenas no mercado norte-americano. O resultado ficou aquém até mesmo das estimativas mais conservadoras, aumentando a pressão sobre o estúdio para que o filme apresente uma recuperação nas próximas semanas.
Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 170 milhões, “Supergirl” ainda contou com uma ampla campanha de divulgação mundial. Considerando os custos de marketing, analistas do setor estimam que o investimento total possa ter alcançado aproximadamente US$ 220 milhões. Nesse cenário, especialistas apontam que a produção precisaria arrecadar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões para atingir o ponto de equilíbrio financeiro, levando em conta a parcela da receita destinada às redes de cinema.
Além do desempenho comercial, a recepção do público e da crítica também preocupa a Warner. As avaliações iniciais ficaram abaixo do esperado e o boca a boca entre os espectadores não tem favorecido o filme, fator considerado decisivo para manter uma produção em cartaz por várias semanas e impulsionar sua arrecadação.
Outro aspecto observado pelo mercado é o perfil da audiência. Os primeiros levantamentos indicam que a maior parte dos ingressos foi adquirida por homens já familiarizados com o gênero de super-heróis, sugerindo dificuldade em atrair espectadores ocasionais ou públicos mais amplos.
Dirigido por Craig Gillespie, conhecido por filmes como “Eu, Tonya” e “Cruella”, o longa acompanha Kara Zor-El em uma aventura espacial ao lado de Krypto, o Supercão. Durante a jornada, a heroína une forças com a jovem alienígena Ruthye em uma missão marcada por justiça e vingança.
O desempenho de “Supergirl” é considerado estratégico para o futuro da DC Studios. O filme chega pouco mais de um ano após o lançamento de “Superman”, estrelado por David Corenswet, que abriu a nova fase do universo compartilhado da editora e arrecadou mais de US$ 618 milhões em todo o mundo, consolidando a confiança da Warner em um plano de longo prazo para seus personagens.
Apesar do revés inicial, a DC mantém o cronograma de produções anunciado por Gunn e Safran. Ainda assim, o resultado de “Supergirl” pode influenciar a estratégia do estúdio em relação a personagens menos populares do catálogo. Projetos como “Cara-de-Barro” e “Superman: Man of Tomorrow”, previsto para 2027, passam a ser acompanhados com ainda mais atenção pelo mercado, enquanto a empresa avalia os próximos passos de sua ambiciosa reformulação cinematográfica.

