Com o fim de Destiny 2, quais jogos podem ocupar o lugar do maior looter-shooter da década

Com o fim de Destiny 2, quais jogos podem ocupar o lugar do maior looter-shooter da década

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Publicado em 24/05/26 às 07:09

Depois de quase uma década dominando o gênero de tiro cooperativo online, Destiny 2 entrou oficialmente em sua reta final. A Bungie confirmou nesta semana que o jogo deixará de receber atualizações de serviço contínuo a partir de junho de 2026, encerrando uma era que marcou milhões de jogadores ao redor do mundo.

Mesmo permanecendo online e jogável, o encerramento do ciclo ativo do game criou uma pergunta inevitável dentro da comunidade: qual jogo pode preencher o vazio deixado por Destiny 2?

A resposta não é simples. Nenhum título atual consegue replicar exatamente a mistura de MMO, FPS, raids cinematográficas e progressão cooperativa criada pela Bungie. Ainda assim, vários jogos disputam esse espaço — e alguns podem se beneficiar diretamente do “adeus” de Destiny.

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Os principais candidatos para herdar os jogadores de Destiny 2

1. Warframe: o veterano que nunca parou de evoluir

Se existe um jogo preparado para receber órfãos de Destiny, esse jogo é Warframe.

O título da Digital Extremes passou anos sendo comparado ao rival da Bungie, mas agora vive seu melhor momento. Com atualizações constantes, narrativa expansiva e um sistema de progressão extremamente profundo, Warframe oferece justamente aquilo que muitos fãs sentem falta em Destiny: evolução contínua sem remoção de conteúdo antigo.

Além disso, o jogo tem apostado pesado em acessibilidade, cross-save e grandes expansões cinematográficas — algo que lembra os melhores tempos de “A Forma Final”. A diferença é que Warframe ainda parece longe de desacelerar.

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2. The First Descendant: o novato que quer dominar o gênero

Lançado com forte inspiração em Destiny e Warframe, The First Descendant ganhou popularidade rapidamente graças aos gráficos impressionantes e ao foco intenso em loot cooperativo.

O jogo ainda sofre críticas por repetição excessiva e monetização agressiva, mas muitos jogadores enxergam nele a experiência “mais próxima” da fórmula moderna de Destiny 2. A chegada de novos conteúdos em 2026 pode acelerar ainda mais essa migração.

A Nexon, inclusive, já começou campanhas focadas em jogadores de looter-shooters veteranos, indicando que a empresa percebeu a oportunidade deixada pela Bungie.

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3. Helldivers 2: menos RPG, mais caos cooperativo

Embora tenha uma estrutura diferente, Helldivers 2 virou um fenômeno exatamente por algo que Destiny fazia muito bem: criar momentos épicos entre amigos.

O jogo da Arrowhead não possui raids complexas ou builds profundas como Destiny, mas compensa isso com ação intensa, cooperação constante e eventos globais que mudam semanalmente.

Para muitos jogadores cansados do grind infinito, Helldivers 2 pode representar uma alternativa mais simples — e menos cansativa.

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4. Final Fantasy XIV: a rota dos jogadores que querem comunidade

Parte da comunidade de Destiny não está procurando apenas tiros ou loot. O que muitos perderão é o senso de comunidade.

Nesse cenário, Final Fantasy XIV aparece como uma escolha curiosa. O MMORPG da Square Enix oferece narrativa gigantesca, raids complexas, forte interação social e um ecossistema online extremamente ativo.

Diversos criadores de conteúdo ligados a Destiny já começaram a migrar parcialmente para MMOs tradicionais, especialmente após o anúncio da Bungie.

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5. Marathon: a aposta mais controversa

A própria Bungie tenta empurrar parte da comunidade para seu novo projeto: Marathon.

O problema é que a reação inicial tem sido turbulenta. Muitos fãs enxergam o novo extraction shooter como o “responsável” indireto pelo abandono de Destiny 2. Nas redes sociais e na Steam, parte da comunidade chegou a protestar contra Marathon após o anúncio do fim do suporte ativo ao MMO sci-fi.

Apesar disso, Marathon possui vantagens importantes:

  • gameplay extremamente refinado;
  • forte identidade sci-fi;
  • DNA clássico da Bungie;
  • promessa de não remover conteúdo antigo, evitando o polêmico “vaulting” de Destiny 2.

Ainda assim, o jogo precisará provar que consegue sustentar uma comunidade tão apaixonada quanto a dos Guardiões.

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O verdadeiro problema: Destiny 2 nunca teve um substituto real

Desde 2017, a Bungie criou algo praticamente único no mercado.

Destiny 2 misturava:

  • MMO;
  • FPS competitivo;
  • cooperação estilo raid;
  • narrativa episódica;
  • progressão RPG;
  • eventos sazonais;
  • combate extremamente fluido.

Poucos jogos conseguiram unir tudo isso ao mesmo tempo. Nem mesmo títulos gigantes como Diablo IV, Tom Clancy’s The Division 2 ou Borderlands 3 conseguiram ocupar exatamente esse espaço. Por isso, o “fim” de Destiny 2 pode provocar algo raro na indústria: uma disputa real por uma comunidade inteira de jogadores hardcore.

Comunidade vive clima de despedida

Nas redes sociais, Reddit e fóruns especializados, o sentimento dominante é de encerramento de ciclo. Muitos jogadores descrevem o anúncio da Bungie como “o fim de uma era”.

A expansão Destiny 2: The Final Shape já havia encerrado a saga de Luz e Treva, considerada o grande arco principal da franquia. Agora, com o encerramento do suporte contínuo, a sensação é de despedida definitiva — mesmo sem um Destiny 3 anunciado oficialmente.

Destiny 2 - A forma final

O mercado entra em uma nova fase

A saída gradual de Destiny 2 deixa uma lição importante para a indústria: jogos como serviço precisam evoluir constantemente para sobreviver. Ao mesmo tempo, o caso mostra como comunidades gigantescas podem desaparecer rapidamente quando falta direção criativa clara.

Enquanto a Bungie tenta reconstruir seu futuro com Marathon, dezenas de estúdios observam atentos a movimentação dos jogadores. Afinal, milhões de fãs de looter-shooters estão prestes a procurar um novo lar digital. E essa pode ser a maior oportunidade da indústria multiplayer em 2026.

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