
OMS confirma ao menos três mortes por suspeita de hantavírus em cruzeiro no Atlântico
Por Sandro Felix
Publicado em 04/05/26 às 07:50
Ao menos três pessoas morreram e outras seguem sob monitoramento após um possível surto de hantavírus em um navio de cruzeiro que navegava pelo oceano Atlântico, informou neste domingo (3) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a entidade, o episódio ocorreu a bordo do navio MV Hondius, que fazia uma viagem entre Ushuaia, no sul da Argentina, a Cabo Verde, na costa africana. Até o momento, um caso da infecção foi confirmado por exames laboratoriais, enquanto outros cinco seguem em investigação.
De acordo com a OMS, seis pessoas apresentaram sintomas compatíveis com a doença. Três delas morreram, e ao menos uma permanece internada em estado grave em um hospital em Joanesburgo, na África do Sul.

As primeiras informações indicam que o caso inicial envolveu um passageiro de cerca de 70 anos, que apresentou sintomas ainda durante a viagem e morreu a bordo. A esposa dele, também idosa, foi retirada do navio e levada a um hospital sul-africano, onde não resistiu. A terceira vítima fatal teria permanecido na embarcação.
A OMS afirmou que está coordenando uma resposta internacional ao evento, incluindo a realização de testes adicionais, análise epidemiológica e a organização de evacuações médicas de passageiros com sintomas. A entidade também informou que acompanha a situação em conjunto com autoridades de saúde de diferentes países e com a operadora do cruzeiro.
O navio, com capacidade para cerca de 170 passageiros, seguia em direção a Cabo Verde quando os casos foram identificados. Autoridades locais avaliaram medidas de contenção, enquanto equipes médicas prestam assistência aos passageiros e tripulantes a bordo.

O hantavírus é uma doença rara, geralmente transmitida pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Em alguns casos, pode causar síndromes graves, como problemas respiratórios ou renais. Embora a transmissão entre humanos seja incomum, ela pode ocorrer em situações específicas, o que eleva o nível de alerta em ambientes confinados, como embarcações.
A origem exata da possível contaminação ainda não foi identificada. A OMS informou que investiga se houve exposição ambiental dentro do navio ou outra forma de disseminação do vírus.
Até o momento, a organização avalia que o risco para a população em geral é baixo, mas mantém o monitoramento do caso devido à gravidade dos sintomas e ao número de pessoas potencialmente expostas.
