CEO da Netflix diz que “Superman”, de James Gunn, foi um fracasso de bilheteria

CEO da Netflix diz que “Superman”, de James Gunn, foi um fracasso de bilheteria

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Publicado em 04/02/26 às 17:39

Em audiência do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que “Superman”, dirigido por James Gunn, não atingiu o desempenho esperado nas bilheterias, apesar de ter arrecadado US$ 616 milhões mundialmente. A declaração foi feita no contexto da discussão sobre a eventual compra da Warner Bros. pela Netflix e sobre o modelo de janelas de exibição entre cinema e streaming.

Segundo Sarandos, o resultado abaixo das projeções levou a um encurtamento do período de exclusividade nos cinemas, o que explicaria a chegada mais rápida do filme ao streaming da HBO. O executivo defendeu a adoção de uma janela padrão de 45 dias, com flexibilidade conforme o desempenho comercial de cada título.

É o padrão da indústria. Rotineiramente, em filmes que não rendem bem, a janela [para o streaming] se move um pouco, disse Sarandos aos senadores.

Superman’ teve uma janela um pouco mais curta.

A fala surpreendeu parte do mercado e do público, já que a arrecadação do longa vinha sendo tratada como sólida. Nos bastidores, porém, a avaliação é que o valor ficou abaixo das expectativas internas da Warner, especialmente diante do custo de produção e marketing e do papel estratégico do filme na reorganização do universo DC nos cinemas.

Durante a audiência, Sarandos citou o caso de Pecadores — que teria permanecido mais tempo em cartaz por desempenho melhor — para ilustrar a lógica variável das janelas. Ainda assim, afirmou que, se a Netflix concluir a aquisição da Warner, a diretriz geral continuará sendo o período de 45 dias, com ajustes pontuais.

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A antecipação do streaming de Superman também havia sido atribuída, anteriormente, ao calendário da segunda temporada de Pacificador, cujos eventos se passam após o longa estrelado por David Corenswet. Agora, a declaração de Sarandos reforça a leitura de que a decisão foi essencialmente econômica.

Quando um filme vai mal, acelera sua chegada ao streaming, resumiu o executivo.

Apesar do episódio, executivos próximos ao estúdio afirmam que o novo universo DC segue em expansão, com múltiplos projetos em desenvolvimento. A Warner, sob o comando de David Zaslav, aposta que a estratégia de ajustes finos nas janelas — e a sinergia com o streaming — permitirá amortecer riscos e manter a franquia relevante no médio prazo.

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