Denúncias e condenações revelam falhas graves na cultura interna do Assaí Atacadista

Denúncias e condenações revelam falhas graves na cultura interna do Assaí Atacadista

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Publicado em 29/07/25 às 16:15

Apesar de não figurar nas listas oficiais das piores empresas para se trabalhar no Brasil, como os rankings do Glassdoor ou Infojobs, o Assaí Atacadista vem acumulando uma série de relatos negativos por parte de seus colaboradores, além de já ter sido alvo de condenação judicial por condições inadequadas de trabalho. As queixas mais recorrentes envolvem gestão falha, escalas extenuantes, assédio moral, risco físico e falta de suporte institucional.

Em maio de 2025, a empresa foi condenada pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás a pagar multa no valor de R$ 956 mil após investigação apontar exposição de empregados ao risco de queda em altura. A decisão judicial considerou negligência na adoção de medidas básicas de segurança, colocando em xeque a integridade física dos trabalhadores.

Além do processo judicial, diversos relatos públicos reforçam o clima de insatisfação nas lojas da rede. Em plataformas como o Indeed e o Glassdoor, trabalhadores denunciam a sobrecarga de jornadas, frequentes escalas 6×1, ausência de pausas adequadas e pressão constante por metas. Um dos depoimentos aponta que há “assédio moral liberado” e descreve a liderança como “despreparada e autoritária”. Outro afirma que a cultura organizacional está marcada por perseguições e adoecimento emocional, especialmente entre os cargos operacionais.

Nas redes sociais, denúncias visuais circularam em perfis ativistas, mostrando trabalhadores exaustos, filas extensas por falta de pessoal e relatos de más condições estruturais em lojas de grande movimento. Já em protestos organizados por movimentos populares como o MLB, realizados dentro das unidades da rede, além de reivindicações por doações de alimentos, trabalhadores relataram desconforto com a forma como foram conduzidas as negociações internas, revelando mais um ponto de tensão no ambiente corporativo.

Ainda assim, a empresa mantém notas medianas em sites de avaliação, com 3,8 de 5 estrelas no Glassdoor e 65% dos colaboradores declarando que recomendariam a empresa a um amigo. Esses dados, no entanto, são contrastados por avaliações que denunciam problemas pontuais graves, especialmente em unidades de maior movimento e regiões periféricas, onde há menor supervisão gerencial e escassez de políticas internas de apoio ao funcionário.

Em resumo, mesmo sem uma classificação oficial entre as piores empresas para trabalhar, o Assaí Atacadista acumula sinais de alerta sobre sua cultura organizacional. Os relatos crescentes de insatisfação, a condenação judicial e a repercussão de protestos revelam que há muito a ser revisto na relação da empresa com seus trabalhadores.

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