
Com DLSS e ray tracing, Switch 2 terá performance gráfica 10x superior, segundo Nvidia
Por Sandro Felix
Publicado em 04/04/25 às 07:30
A nova geração do console híbrido da Nintendo, o Switch 2, promete avanços significativos em desempenho gráfico, graças à parceria contínua com a Nvidia. Quando o aparelho foi anunciado, a Nintendo se limitou a dizer que o chip era um projeto personalizado desenvolvido pela Nvidia, sem divulgar especificações técnicas. No entanto, um novo post no blog oficial da Nvidia revelou mais detalhes e reforçou o potencial tecnológico do dispositivo.
Switch 2 traz ray tracing, DLSS e até 10x mais performance que o modelo original
A Nvidia revelou que o Switch 2 contará com suporte a ray tracing, tecnologia que permite criar efeitos de luz, sombra e reflexo mais realistas em jogos. Embora esse recurso já esteja presente em consoles como o PlayStation 5 e o Xbox Series X, sua adoção inicial foi lenta. Títulos como Spider-Man: Miles Morales e Cyberpunk 2077 foram pioneiros na implementação, e hoje há pelo menos 58 jogos de PS5 com suporte a ray tracing, segundo dados de janeiro do site The Shortcut. No entanto, alguns desses títulos só oferecem essa funcionalidade no PS5 Pro.
Outro destaque do Switch 2 é o suporte ao DLSS (Deep Learning Super Sampling), tecnologia de upscaling com inteligência artificial que já se tornou padrão em PCs gamer. O DLSS melhora a qualidade da imagem sem comprometer o desempenho — uma vantagem fundamental para dispositivos portáteis. A Nintendo será a primeira a oferecer DLSS em um console portátil, o que pode proporcionar gráficos de alta qualidade mesmo em movimento. A Nvidia afirma que, graças aos núcleos Tensor dedicados, o Switch 2 oferece até 10 vezes mais desempenho gráfico em comparação ao primeiro Switch.
Contudo, todo esse poder gráfico só se torna realidade com a adoção por parte dos desenvolvedores. E é justamente aí que está o desafio. Assim como ocorreu nos consoles da Sony e da Microsoft, pode levar tempo até que estúdios priorizem o uso de ray tracing e DLSS em seus lançamentos para o Switch 2. Um exemplo disso é a Rockstar, que só adicionou ray tracing em GTA V dois anos após o lançamento da nova geração de consoles.
Além disso, o foco da Nintendo continua sendo o uso portátil. O Switch 2 possui uma tela de 8 polegadas com resolução 1080p e taxa de atualização de 120Hz, ideal para jogatina no modo handheld. Isso pode fazer com que desenvolvedores vejam menos urgência em adotar tecnologias como DLSS ou ray tracing, especialmente para jogos que priorizam o desempenho em tela pequena. Até o momento, a Nvidia não divulgou nenhum jogo específico em desenvolvimento que vá aproveitar essas tecnologias desde o lançamento.
Outro fator que levanta preocupações entre os fãs é o preço. Com valor estimado em US$ 450, o Switch 2 ainda fica abaixo do desempenho de consoles como PS5 e Xbox Series X, mas não no quesito preço. A nova estratégia da Nintendo de cobrar entre US$ 70 e US$ 80 por títulos inéditos e remasterizações também não agradou parte da comunidade.
Apesar das críticas, o Switch 2 surge como uma poderosa evolução da linha híbrida da Nintendo, unindo portabilidade com tecnologias de ponta. Só o tempo dirá se os desenvolvedores e consumidores abraçarão todas essas promessas técnicas.

