
Assassin’s Creed Mirage tem Denuvo e VMProtect removidos por grupo de hackers
Por Sandro Felix
Publicado em 20/09/26 às 07:24
O grupo RUNE conseguiu remover completamente as proteções Denuvo e VMProtect de Assassin’s Creed Mirage na versão para PC. A descoberta representa uma mudança em relação aos métodos usados em outros jogos protegidos pelo sistema antipirataria, que até então vinham sendo contornados sem que o software deixasse de funcionar em segundo plano.
Nos últimos meses, o cracker conhecido como voices38 vinha divulgando métodos para contornar o Denuvo. Essas soluções, porém, não eliminavam a proteção do código dos jogos. O trabalho da RUNE em Mirage segue outro caminho: tanto o Denuvo quanto o VMProtect foram removidos, segundo as informações divulgadas sobre a versão modificada.
A solução foi apresentada como uma prova de conceito, o que indica que o grupo pretende demonstrar a viabilidade da técnica. Ainda não há confirmação de que o método poderá ser aplicado a outros títulos da Ubisoft ou a jogos que utilizam versões diferentes dessas proteções.
A novidade também surge após a empresa responsável pelo Denuvo entrar com uma ação judicial contra voices38, outro nome que vinha ganhando destaque por conseguir contornar o sistema.
Remoção do Denuvo pode melhorar o desempenho de Assassin’s Creed Mirage?
Uma das questões levantadas pela remoção das proteções é seu possível impacto no desempenho de Assassin’s Creed Mirage. O jogo apresenta episódios de pequenas travadas durante a exploração do cenário, conhecidas como traversal stutters, e a existência de uma versão sem Denuvo e VMProtect abre espaço para investigar se esses sistemas contribuem para o problema.
Isso não significa, porém, que as proteções sejam necessariamente responsáveis pelas travadas. O comportamento pode estar relacionado a outros fatores, como carregamento de recursos, gerenciamento de memória ou características da própria engine.
Para identificar uma eventual diferença, seria necessário comparar as duas versões do jogo em condições equivalentes, utilizando o mesmo hardware, as mesmas configurações gráficas e percursos semelhantes.
Até o momento, não foram apresentados testes conclusivos que demonstrem ganhos de desempenho com a remoção das proteções. Também não há dados que permitam afirmar que jogadores com computadores mais potentes ou configurações intermediárias terão uma experiência diferente.
O Denuvo é utilizado por diversas publicadoras para dificultar a modificação e a distribuição não autorizada de jogos. Já o VMProtect emprega técnicas de proteção de código que tornam mais complexa a análise e a alteração de programas.
A presença desses sistemas, por si só, não comprova que um jogo terá problemas de desempenho. Os resultados dependem de fatores como a implementação das proteções e o funcionamento do próprio software.
Ubisoft mantém proteções em jogos antigos, enquanto outras empresas já removeram o Denuvo
A remoção realizada pela RUNE também reacende a discussão sobre a permanência do Denuvo em jogos que já estão disponíveis há vários anos.
A Ubisoft continua utilizando a tecnologia em títulos de seu catálogo para PC. Outras publicadoras, por sua vez, adotaram a prática de retirar a proteção de determinados lançamentos após algum tempo no mercado.
A Square Enix está entre as empresas que fizeram esse tipo de alteração. Jogos como Forspoken, Triangle Strategy, Live A Live, Octopath Traveler e Final Fantasy XVI tiveram o Denuvo removido.
A Capcom também retirou a tecnologia de diversos títulos, incluindo Resident Evil Village, os remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 3, Monster Hunter Rise e Kunitsu-Gami: Path of the Goddess.
Outras empresas adotaram medidas semelhantes em jogos específicos, como a Krafton com The Callisto Protocol, a Neowiz com Lies of P e a Gearbox com Homeworld 3.
No caso de Assassin’s Creed Mirage, a remoção das proteções foi realizada por terceiros, e não pela Ubisoft. A existência dessa versão modificada não significa que o jogo oficial tenha deixado de utilizar Denuvo ou VMProtect.


