Astrônomos identificam 45 planetas com maior chance de sustentar vida

Astrônomos identificam 45 planetas com maior chance de sustentar vida

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Publicado em 27/03/26 às 16:16

Astrônomos deram um passo significativo na busca por vida fora da Terra ao reduzir de mais de 6.000 para apenas 45 o número de exoplanetas considerados promissores para abrigar condições favoráveis à vida. O novo catálogo reúne mundos que, segundo os cientistas, oferecem as melhores chances de identificar sinais biológicos ou, ao menos, compreender melhor onde a vida poderia surgir.

A pesquisa foi liderada pela astrônoma Lisa Kaltenegger, do Carl Sagan Institute, nos Estados Unidos. A equipe concentrou-se em planetas rochosos localizados na chamada “zona habitável” — região ao redor de uma estrela em que a temperatura permite a existência de água líquida, considerada essencial para a vida como a conhecemos.

Para chegar à lista final, os pesquisadores analisaram dados da missão Gaia e do Nasa Exoplanet Archive. Com essas informações, refinaram estimativas sobre a quantidade de energia estelar recebida por cada planeta, fator determinante para definir se um mundo é quente demais, frio demais ou potencialmente habitável.

O estudo, no entanto, não se limitou a planetas com condições idênticas às da Terra. Os cientistas também incluíram corpos celestes situados nos limites da zona habitável, buscando entender melhor em que ponto a vida poderia surgir ou deixar de existir.

Sabemos que a Terra é habitável, enquanto Vênus e Marte não são. Podemos usar o nosso sistema solar como referência para buscar exoplanetas que recebem níveis de energia entre os de Vênus e Marte, afirmou a coautora Abigail Bohl.

A equipe também avaliou planetas com órbitas incomuns, como aqueles que percorrem trajetórias alongadas ao redor de suas estrelas. Esses casos podem ajudar a determinar o quanto um planeta pode variar em temperatura e radiação antes de se tornar inóspito.

proxima-centauri-b

Entre os destaques da lista está o sistema TRAPPIST-1, localizado a cerca de 40 anos-luz da Terra, que abriga vários planetas de tamanho semelhante ao terrestre. Um deles, TRAPPIST-1 e, é considerado um dos candidatos mais promissores por possivelmente conter água.

Outro exemplo relevante é LHS 1140 b, uma “super-Terra” densa que pode possuir um oceano profundo. Já Proxima Centauri b, que orbita a estrela mais próxima do nosso sistema solar, permanece como alvo prioritário, apesar da intensa radiação estelar que pode afetar suas condições de habitabilidade.

Segundo os autores, o novo catálogo não pretende oferecer respostas definitivas, mas orientar futuras investigações. A ideia é direcionar observações de telescópios avançados, como o James Webb Space Telescope, para os alvos mais promissores.

Embora seja difícil dizer o que torna um planeta mais propenso a abrigar vida, identificar onde procurar é o primeiro passo fundamental. Nosso objetivo foi indicar os melhores alvos para observação, afirmou o coautor Gillis Lowry, em comunicado divulgado pela Royal Astronomical Society.

Com o avanço de novos instrumentos e missões espaciais, os pesquisadores esperam que a análise detalhada desses mundos aproxime a ciência de responder uma das questões mais antigas da humanidade: estamos sozinhos no universo?

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