
Halloween movimenta o dia 31 de outubro com fantasias, festas e antigas tradições que encantam gerações
Por Sandro Felix
Publicado em 31/10/25 às 16:04
Na noite desta sexta-feira, 31 de outubro, ruas, escolas e casas em todo o mundo ganham um clima misterioso e divertido: é o Halloween, também conhecido como Dia das Bruxas, uma das celebrações mais populares e aguardadas do calendário cultural. A data, marcada por fantasias criativas, decoração temática e doces em abundância, tem origem em antigas tradições celtas e hoje mistura elementos de história, folclore e cultura pop.
A origem do Halloween remonta há mais de dois mil anos, ao festival celta de Samhain, celebrado no final da colheita para marcar o início do inverno. Os celtas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornava mais fino, permitindo que espíritos caminhassem entre as pessoas. Com o tempo, a Igreja Católica incorporou parte dessas tradições ao calendário cristão, instituindo o Dia de Todos os Santos em 1º de novembro — e o dia anterior acabou sendo popularmente chamado de “All Hallows’ Eve”, expressão que evoluiu para o termo Halloween.
Nos Estados Unidos, o Halloween ganhou força no século XIX, com a chegada de imigrantes irlandeses e escoceses. Foi lá que surgiram as práticas modernas como o “trick or treat” (doce ou travessura), os desfiles de fantasias e a decoração com abóboras iluminadas, conhecidas como Jack O’Lanterns. Hoje, o feriado movimenta bilhões de dólares em vendas de fantasias, doces e enfeites, sendo considerado o segundo evento mais lucrativo do comércio americano, atrás apenas do Natal.
No Brasil, o Halloween começou a ganhar popularidade nos anos 1990, impulsionado principalmente pela influência da cultura norte-americana, filmes, séries e escolas de inglês. Embora não seja uma tradição nacional, o “Dia das Bruxas” tem conquistado cada vez mais espaço entre crianças e adultos, que aproveitam a data para brincar, se fantasiar e participar de festas temáticas. Em diversas cidades brasileiras, lojas, bares e até empresas entram no clima, decorando ambientes com teias de aranha, caveiras e abóboras sorridentes.
Apesar da diversão, o Halloween também desperta debates. Algumas pessoas o consideram uma celebração estrangeira que não representa a cultura brasileira, enquanto outros veem na data uma oportunidade de expressar criatividade, celebrar o lúdico e incentivar a socialização. Em resposta, escolas e comunidades têm buscado adaptar o evento, incluindo elementos do folclore nacional, como o Saci, a Cuca e o Curupira, em uma espécie de “Halloween à brasileira”.
Independentemente das controvérsias, o fato é que o Halloween se consolidou como um momento de alegria, imaginação e união, especialmente entre as crianças. Entre sustos, risadas e histórias de arrepiar, o 31 de outubro segue celebrando o fascínio humano pelo mistério e pela fantasia — uma noite em que monstros, fantasmas e bruxas deixam o medo de lado e se tornam protagonistas de uma festa que atravessa gerações.


