
EA confirma | Battlefield 6 não terá ray-tracing — veja por que o recurso ficou de fora
Por Sandro Felix
Publicado em 04/09/25 às 16:30
O aguardado Battlefield 6, novo título da consagrada franquia da Electronic Arts (EA), será lançado em 10 de outubro para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. Apesar da expectativa em torno da tecnologia de ray-tracing, presente em diversos jogos AAA da atualidade, o estúdio responsável confirmou que o recurso não estará disponível no lançamento e não há planos de implementação em um futuro próximo.
A ausência foi notada já na fase de beta aberto, quando jogadores perceberam que, embora houvesse referências ao ray-tracing no console de comandos da versão para PC, as opções gráficas não apresentavam suporte ao recurso. A decepção tomou conta de parte da comunidade, que esperava por uma experiência mais cinematográfica e realista.
Em entrevista ao portal Comicbook, Christian Buhl, diretor técnico da Ripple Effect — um dos estúdios envolvidos no desenvolvimento do jogo —, explicou a decisão:
Não vamos ter ray-tracing quando o jogo for lançado e não temos planos para isso no futuro próximo. A escolha foi feita porque queríamos focar em desempenho. Todo o esforço está em garantir que o jogo rode da forma mais suave possível para a maioria dos usuários, afirmou Buhl.
Segundo o executivo, a decisão foi tomada logo nas fases iniciais de desenvolvimento. O objetivo principal, disse ele, foi garantir uma performance estável, especialmente considerando o perfil do jogo, que aposta fortemente no modo multiplayer competitivo.
O ray-tracing é uma tecnologia avançada que simula o comportamento da luz de maneira realista, gerando reflexos e sombras mais próximos da realidade. No entanto, o recurso é altamente exigente em termos de processamento, podendo reduzir significativamente a taxa de quadros por segundo (FPS). Para títulos de ação rápida como Battlefield 6, manter a fluidez é considerado essencial.
Além disso, o recurso exige placas de vídeo modernas com núcleos dedicados a ray-tracing, algo que ainda não está acessível a todos os jogadores. Ao abrir mão da tecnologia, a EA parece buscar uma experiência mais inclusiva, permitindo que mais pessoas possam aproveitar o título sem a necessidade de investir em hardware de ponta.
Apesar da frustração de parte do público, a decisão pode ser vista como estratégica: manter o foco em multiplayer estável e acessível ao invés de sacrificar desempenho em prol de gráficos mais realistas.
