
Google usa inteligência artificial para impedir ataque cibernético antes que ele aconteça
Por Sandro Felix
Publicado em 16/07/25 às 16:13
Em um movimento que pode redefinir os rumos da cibersegurança, o Google anunciou que sua inteligência artificial, desenvolvida internamente, conseguiu impedir um ataque cibernético iminente antes mesmo que ele fosse executado. A revelação foi feita pelo CEO da empresa, Sundar Pichai, em uma publicação recente na plataforma X (antigo Twitter).
New from our security teams: Our AI agent Big Sleep helped us detect and foil an imminent exploit. We believe this is a first for an AI agent – definitely not the last – giving cybersecurity defenders new tools to stop threats before they’re widespread.
— Sundar Pichai (@sundarpichai) July 15, 2025
A ferramenta em questão se chama Big Sleep, um agente de IA criado pelas equipes do DeepMind e Project Zero, braços especializados em tecnologia e segurança digital do Google. De acordo com a companhia, o Big Sleep tem a capacidade de “buscar ativamente e encontrar vulnerabilidades de segurança desconhecidas em softwares”, o que representa um avanço significativo no combate a ameaças digitais.
Ainda que a empresa não tenha detalhado quando a IA começou a ser utilizada operacionalmente, o desempenho da ferramenta tem chamado atenção. Em novembro do ano passado, o Big Sleep já havia registrado sua primeira detecção de vulnerabilidade no mundo real. Agora, com a nova ocorrência, a Google afirma que conseguiu detectar e neutralizar uma falha crítica antes mesmo de ser explorada por agentes maliciosos, utilizando uma combinação de inteligência de ameaças e a análise preditiva do Big Sleep.
A iniciativa sinaliza uma mudança de paradigma na forma como as ameaças digitais são enfrentadas. Tradicionalmente, especialistas em segurança agiam de forma reativa, identificando e corrigindo falhas apenas após serem exploradas. Com o uso do Big Sleep, a atuação passa a ser proativa, com identificação e correção antecipadas.
Além do Big Sleep, a Google também destacou outras soluções baseadas em IA que vêm sendo desenvolvidas para fortalecer a defesa cibernética. Entre elas, está o Timesketch, uma plataforma de forense digital colaborativa e de código aberto, alimentada pelo sistema Sec-Gemini. A empresa também investe no sistema FACADE (Fast and Accurate Contextual Anomaly Detection), voltado à detecção contextual de anomalias. Utilizado desde 2018, esse sistema tem sido fundamental para identificar ameaças internas à infraestrutura da empresa.
Com investimentos bilionários de grandes empresas de tecnologia no desenvolvimento de inteligências artificiais, o anúncio da Google reforça como essas ferramentas estão se tornando cada vez mais eficientes, superando até mesmo a capacidade humana em certos aspectos. A entrada da IA no campo da segurança digital representa não apenas inovação, mas também um importante reforço na proteção de dados e sistemas frente a ameaças cada vez mais sofisticadas.

