
3 maneiras comprovadas pela ciência de adormecer quase instantaneamente
Por Sandro Felix
Publicado em 27/06/25 às 16:22
Dormir bem sempre foi essencial para manter a saúde física e mental em dia. No entanto, nos dias atuais, o que era uma necessidade natural virou um desafio constante. A dificuldade para adormecer tem se tornado um problema universal, afetando a qualidade de vida de milhões de pessoas. Mas, segundo um novo relatório da revista científica New Scientist, dormir pode ser mais fácil do que parece — com a ajuda de três métodos naturais validados pela ciência.
1. Embaralhamento cognitivo: Um truque simples e eficaz
Entre as técnicas destacadas, o embaralhamento cognitivo se destaca por sua simplicidade. Criado pelo cientista cognitivo Luc Beaudin, professor associado da Simon Fraser University, o método consiste em escolher uma palavra aleatória e pensar em outras palavras que comecem com as mesmas letras dessa palavra inicial — visualizando cada uma mentalmente.
Por exemplo, ao escolher a palavra “luz”, a pessoa deve pensar em palavras que comecem com “L”, depois “U”, e assim por diante, enquanto visualiza cada palavra formada. Esse processo tem como objetivo distrair a mente de pensamentos intrusivos que atrapalham o sono.
Uma pesquisa de 2016 conduzida pela própria Simon Fraser University, com 154 estudantes que sofriam de alta agitação antes de dormir, comprovou que a técnica reduziu significativamente o tempo necessário para adormecer.
2. Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (CBT-I)
A CBT-I, ou Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia, é uma abordagem clínica amplamente reconhecida e recomendada por especialistas. Apesar de ter sido inicialmente desenvolvida para tratar casos graves de insônia, muitos de seus princípios podem ser aplicados por qualquer pessoa que tenha dificuldades em pegar no sono.
A terapia ensina o paciente a controlar pensamentos ansiosos, que elevam o estado de alerta e a adrenalina — fatores que dificultam o sono. Entre as técnicas utilizadas, estão a meditação, controle de estímulos e restrição do tempo na cama.
Essa última prática, chamada de terapia de restrição do sono, propõe que o tempo deitado se aproxime do tempo efetivamente dormido. Isso ajuda o corpo a associar a cama exclusivamente ao sono, promovendo melhores hábitos noturnos.
Um estudo de 2021, publicado na revista General Hospital Psychiatry, reforçou a eficácia dessas práticas. Participantes que utilizaram aplicativos de meditação relataram melhora significativa nos sintomas de depressão e ansiedade — ambos diretamente ligados à qualidade do sono.
3. Criação do “Santuário do Sono”
Transformar o quarto em um verdadeiro “santuário do sono” é outra recomendação científica de peso. Isso inclui manter o ambiente fresco, escuro e silencioso, condições que favorecem a produção natural de melatonina — o hormônio responsável por regular o sono.
Outro ponto crucial é evitar telas de celulares, tablets e TVs antes de dormir. A luz azul desses aparelhos reduz a liberação de melatonina. Um estudo recente, publicado em maio de 2025 na revista Frontiers in Psychiatry, revelou que pessoas que evitam telas de 30 a 60 minutos antes de dormir têm 24% menos chances de apresentar sintomas de insônia.
A privação crônica de sono é um fator de risco para diversos problemas graves de saúde, como hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, infarto e AVC. Por isso, adotar práticas saudáveis para melhorar o sono é mais do que uma questão de conforto — é uma questão de saúde pública.
Caso os problemas com o sono persistam, é fundamental procurar ajuda profissional e iniciar um tratamento adequado o quanto antes. Afinal, dormir bem não é luxo — é necessidade.

