Governo dos EUA quer cortar pela metade o orçamento da NASA

Governo dos EUA quer cortar pela metade o orçamento da NASA

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Publicado em 12/04/25 às 07:09

A Casa Branca propôs um corte substancial no orçamento da NASA para o ano fiscal de 2026, reduzindo o financiamento da agência para 3,9 bilhões de dólares, o que representa quase 50% do valor atual. A informação foi revelada por vários meios de comunicação norte-americanos nesta última sexta-feira (11).

De acordo com o portal especializado Ars Technica, a proposta enviada à NASA contempla reduções significativas em todas as divisões científicas da agência: dois terços na astrofísica, que passaria a contar com 487 milhões de dólares; mais de dois terços na heliofísica, com 455 milhões de dólares; redução superior a 50% nas ciências da Terra, com 1,033 bilhão de dólares; e corte de 30% nas ciências planetárias, totalizando 1,929 bilhão de dólares.

Embora ainda não tenha sido enviada ao Congresso, a proposta já provocou fortes reações políticas e técnicas. O congressista democrata George Whitesides declarou que o plano “não vai avançar” e que pretende pressionar os membros da Comissão da Ciência para travar o que chamou de ameaça à liderança dos Estados Unidos no espaço.

Esses cortes comprometeriam gravemente os centros da NASA em todo o país e infligiriam grande destruição à nossa capacidade científica, afirmou Whitesides.

A divulgação da proposta coincidiu com a audiência no Senado do empresário Jared Isaacman, indicado pelo presidente Donald Trump para liderar a agência. Próximo de Elon Musk, Isaacman defendeu que a NASA deve buscar autossuficiência financeira e reiterou seu apoio a missões tripuladas para Marte.

Enquanto isso, Elon Musk classificou a proposta de cortes como “preocupante”. Em sua rede social, afirmou:

Sou muito favorável à ciência, mas lamentavelmente não posso participar nas discussões sobre o orçamento da NASA, porque a SpaceX é um fornecedor importante da agência.

Recentemente, a SpaceX ampliou seus contratos com a NASA, incluindo o uso do foguete Starship — atualmente o maior veículo de transporte espacial em desenvolvimento — além de outros serviços prestados.

Apesar de ainda não oficial, a proposta indica um reposicionamento político que pode afetar o futuro das ciências espaciais nos EUA. Especialistas alertam que uma redução dessa magnitude pode impactar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e parcerias internacionais em curso.

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