“Wicked” fatura US$ 100 milhões no digital e sugere novos rumos para a indústria de Hollywood

“Wicked” fatura US$ 100 milhões no digital e sugere novos rumos para a indústria de Hollywood

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Publicado em 03/04/25 às 12:59

Após se tornar um verdadeiro fenômeno nos cinemas, arrecadando mais de US$ 747 milhões ao redor do mundo, o filme Wicked continua gerando cifras impressionantes — agora, fora das telonas. A produção dirigida por Jon M. Chu e estrelada por Cynthia Erivo e Ariana Grande atingiu recentemente a marca de US$ 100 milhões adicionais em receitas com seu lançamento no formato premium video on demand (PVOD).

Esse sucesso digital reavivou uma velha discussão dentro da indústria cinematográfica: o impacto da redução das janelas de exclusividade, que são os prazos tradicionais entre a estreia nos cinemas e a chegada aos serviços de streaming pagos.

Wicked

Durante a CinemaCon de Las Vegas, o presidente de Distribuição Global da NBCUniversal Entertainment, Peter Levinsohn, afirmou que o êxito de Wicked nas plataformas digitais não ameaça a experiência cinematográfica. Pelo contrário, ele defende que a recuperação rápida do investimento permite que mais filmes sejam produzidos, desde que as estratégias sejam bem calibradas.

No entanto, o cenário de Wicked é considerado atípico: sucesso de crítica, bilheteria expressiva e uma base de fãs sólida. Nem todos os filmes seguem esse padrão. Um exemplo contrário foi Horizon: An American Saga, de Kevin Costner, que teve desempenho tímido nos cinemas e só encontrou algum público no VOD.

Especialistas concordam que o comportamento do público mudou. Com a pandemia, cresceu a preferência por assistir a filmes em casa, com mais flexibilidade e conforto. Ainda assim, grandes lançamentos como Wicked, Oppenheimer e Duna demonstram que a magia das salas de cinema ainda resiste — e que as duas experiências podem, sim, coexistir de forma lucrativa.

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