Cientistas finalizam montagem da maior câmera digital do mundo após 20 anos de pesquisa

Cientistas finalizam montagem da maior câmera digital do mundo após 20 anos de pesquisa

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Publicado em 05/04/24 às 12:52

O Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC, afiliado à Universidade de Stanford, acaba de finalizar a montagem da câmera de 3.200 megapixels, denominada Legacy Survey of Space and Time (LSST). Esta notável conquista, que envolveu mais de duas décadas de esforço e um investimento significativo, está prestes a revolucionar nossa compreensão do cosmos.

O módulo da câmera LSST, composto por 189 sensores individuais de 16 megapixels, agora foi completamente montado, incluindo sua armação, lente e sensor. Com uma matriz de 3,2 gigapixels, esta câmera ultramoderna promete capturar imagens com detalhes sem precedentes, sendo capaz de identificar uma bola de golfe a uma distância de 24 quilômetros.

Legacy Survey of Space and Time

O sistema óptico da câmera LSST é verdadeiramente impressionante, com três espelhos esféricos e grandes filtros de troca rápida, otimizados para capturar luz em uma ampla gama de comprimentos de onda, desde o ultravioleta até o infravermelho próximo.

Estamos falando de uma ferramenta poderosa que nos permitirá explorar o universo de maneiras que nunca pensamos ser possíveis, declarou Aaron Roodman, vice-diretor e líder do projeto de câmera do Vera C. Rubin Observatory, onde a câmera será instalada.

Com o tamanho de um carro pequeno e pesando cerca de 3.000 kg, a câmera LSST está pronta para ser transportada para o Observatório Vera C. Rubin, no Chile. Lá, será montada no topo do Telescópio de Rastreio Simonyi, proporcionando aos astrônomos uma visão sem precedentes do universo.

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Um dos principais objetivos desta missão será investigar lentes gravitacionais fracas, que podem revelar informações cruciais sobre a expansão do universo ao longo do tempo e sobre a natureza da energia escura. Além disso, espera-se que a sensibilidade da câmera LSST permita um mapeamento detalhado da Via Láctea, oferecendo insights sobre sua estrutura, evolução e os objetos dentro dela.

Não se limitando apenas ao cosmos distante, os cientistas também planejam usar a câmera LSST para explorar nosso próprio sistema solar, estudando a formação de asteroides e identificando possíveis ameaças para a Terra.

Esta é uma oportunidade única na vida de avançar nossa compreensão do universo, afirmou Kathy Turner, do Programa Fronteira Cósmica do Departamento de Energia dos EUA.

Com a câmera LSST, estamos prontos para responder algumas das perguntas mais profundas sobre a natureza do cosmos e nossa própria existência.

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