
Novo BYD Dolphin Mini chega ao Brasil com recarga de 5 minutos e motor mais potente
Por Sandro Felix
Publicado em 21/10/26 às 16:15
A BYD apresentou na China a segunda geração do Dolphin Mini, que chegará ao Brasil em 2028 com mudanças profundas no tamanho, na motorização e no interior. O hatch elétrico ganhou versões com carregamento ultrarrápido, capaz de elevar a bateria de 10% para 70% em apenas cinco minutos, além de motores mais potentes e uma carroceria significativamente maior.
A previsão de lançamento no Brasil foi confirmada por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD. Segundo o executivo, a nova geração será vendida ao lado do Dolphin Mini atual, indicando que os dois modelos ocuparão faixas diferentes de preço.
Na China, onde é comercializado como Seagull, o novo elétrico estreou em cinco versões, com preços entre US$ 9,8 mil e US$ 14,9 mil, equivalentes a aproximadamente R$ 49,5 mil e R$ 75,3 mil em conversão direta.
Para o mercado brasileiro, a expectativa é de uma linha mais enxuta, possivelmente com duas ou três configurações. Os preços ainda não foram anunciados, mas o novo modelo poderá ficar entre o Dolphin Mini atual, que parte de R$ 119.990, e o Dolphin, com preço inicial de R$ 149.990.

Recarga ultrarrápida é o principal destaque do novo Dolphin Mini
A principal novidade tecnológica está nas versões Comfort, Flying e Smart, equipadas com um sistema de carregamento capaz de recuperar de 10% a 70% da carga da bateria em cinco minutos.
Para atingir essa velocidade, entretanto, o veículo precisa estar conectado a uma estação de recarga de alta potência compatível com a tecnologia. Portanto, o tempo anunciado não se aplica a qualquer carregador.
Essas três versões utilizam uma bateria de 39,2 kWh, com autonomia declarada de até 420 quilômetros pelo ciclo chinês CLTC. Já as configurações Vitality e Freedom, mais acessíveis, possuem bateria de 30,1 kWh e alcance de até 320 quilômetros, mas não oferecem carregamento ultrarrápido.
As capacidades são semelhantes às encontradas na geração atualmente vendida no Brasil, que utiliza baterias de 30,1 kWh e 38,9 kWh, dependendo da versão. Os números de autonomia divulgados na China, porém, não devem ser confundidos com os resultados do padrão brasileiro de medição.
Motores chegam a 129 cv e tração passa para as rodas traseiras
A BYD também reformulou o conjunto mecânico do Dolphin Mini. As versões Vitality e Freedom receberam um motor elétrico de 114 cv, enquanto Comfort, Flying e Smart contam com uma unidade de 129 cv.
O avanço é considerável em relação ao modelo atual, que entrega 75 cv em todas as configurações comercializadas no Brasil.
Outra mudança importante está na posição do motor. Enquanto a primeira geração utiliza tração dianteira, o novo Dolphin Mini passou a ter motor instalado no eixo traseiro.
A alteração também permitiu aproveitar melhor o espaço sob o capô. O hatch agora oferece um compartimento dianteiro para bagagens com capacidade de 94 litros, solução que amplia as possibilidades de armazenamento sem ocupar o porta-malas convencional.
Com os motores mais potentes e as novas dimensões, o elétrico da BYD também passa a disputar espaço de maneira mais direta com o Geely EX2.
Novo Dolphin Mini cresce 42 centímetros e fica maior que o Dolphin GS
O aumento nas dimensões é uma das transformações mais evidentes da segunda geração. O novo Dolphin Mini mede 4,20 metros de comprimento, contra 3,78 metros do modelo anterior.
A distância entre-eixos também cresceu, passando de 2,50 metros para 2,65 metros, medida equivalente à encontrada no Volkswagen T-Cross.
Confira as diferenças:
| Dimensões | Dolphin Mini atual | Novo Dolphin Mini |
|---|---|---|
| Comprimento | 3,78 m | 4,20 m |
| Largura | 1,71 m | 1,81 m |
| Altura | 1,58 m | 1,57 m |
| Entre-eixos | 2,50 m | 2,65 m |
Com 42 centímetros adicionais no comprimento e 15 centímetros a mais entre os eixos, o Dolphin Mini deixa para trás as dimensões típicas de um subcompacto.
O novo modelo é até maior que o Dolphin GS, que mede 4,12 metros de comprimento, e se aproxima do Dolphin Plus, com 4,29 metros.
Em relação ao Geely EX2, que possui 4,13 metros de comprimento e 2,65 metros entre-eixos, o novo BYD é sete centímetros mais comprido e mantém a mesma distância entre os eixos.
Interior recebe tela de 15,6 polegadas e abandona painel de instrumentos
A cabine também foi completamente reformulada. Uma das mudanças mais marcantes é a retirada do painel de instrumentos tradicional, anteriormente posicionado atrás do volante.
Agora, informações como velocidade, autonomia e quilometragem passam a ser exibidas diretamente na central multimídia.
A tela cresceu de 10,1 para 15,6 polegadas e deixou de contar com o mecanismo giratório presente na geração anterior.
O console central ganhou dois níveis e manteve os porta-copos e o carregador de celular por indução. A quantidade de botões físicos foi reduzida, enquanto o seletor de marchas passou para uma haste instalada na coluna de direção.
Na China, a lista de equipamentos disponíveis inclui bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, iluminação ambiente com 127 opções de cores e carregador de celular por indução de 50 W.
O hatch também oferece sistema de som com oito alto-falantes, ar-condicionado digital automático e um pacote de assistência à condução ADAS.
Ainda não há confirmação sobre quais desses equipamentos estarão presentes nas versões destinadas ao mercado brasileiro.
Design mantém identidade do Dolphin Mini, mas ganha visual mais moderno
Apesar das mudanças nas proporções, a BYD preservou elementos que identificam o Dolphin Mini. A dianteira, entretanto, recebeu faróis maiores e mais alongados, acompanhados por um para-choque com recortes mais pronunciados.
Nas laterais, a linha de cintura ascendente continua presente, assim como os vincos na parte inferior das portas. A coluna C foi redesenhada e ganhou um aplique plástico maior.
A traseira também passou por alterações. As lanternas deixaram de ser interligadas e agora aparecem separadas, embora mantenham o formato horizontal e a iluminação em LED.
O para-choque traseiro recebeu novo posicionamento para a placa e para os refletores. A BYD também modificou as medidas dos pneus, embora as especificações não tenham sido detalhadas.
Quando o novo BYD Dolphin Mini chega ao Brasil?
A segunda geração do Dolphin Mini tem chegada confirmada ao Brasil para 2028, mas a BYD ainda não anunciou o mês de lançamento, as versões que serão oferecidas ou os preços oficiais.
A decisão de manter o modelo atual em comercialização permitirá que a marca ofereça dois veículos com propostas distintas dentro da mesma família.
Enquanto o Dolphin Mini de primeira geração continuará como alternativa de entrada, o novo modelo terá dimensões maiores, motores mais potentes e tecnologias de carregamento mais avançadas.
A configuração definitiva para o Brasil, incluindo autonomia homologada, equipamentos e disponibilidade da recarga ultrarrápida, ainda depende de anúncios da fabricante.


