Segunda temporada de IT: Bem-vindo a Derry se passará no passado mais duro e violento de Derry

Segunda temporada de IT: Bem-vindo a Derry se passará no passado mais duro e violento de Derry

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Publicado em 28/04/26 às 12:32

A segunda temporada de IT: Bem-vindo a Derry começou a ganhar forma nos bastidores, mesmo sem confirmação oficial da HBO. De acordo com o diretor Andy Muschietti, a equipe criativa já trabalha em novos episódios, com uma proposta ambiciosa: voltar ainda mais na linha do tempo da fictícia cidade de Derry, passando de 1962 para 1935.

Apesar do avanço no desenvolvimento, a ausência de um anúncio formal de renovação mantém a produção em um limbo comum na indústria audiovisual. Na prática, o projeto segue ativo criativamente, mas ainda depende do aval definitivo do estúdio para sair do papel.

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Nova fase aposta em período mais sombrio

O principal destaque da possível segunda temporada não é apenas sua existência, mas a mudança de abordagem. Em entrevista recente, Muschietti indicou que o novo arco narrativo deve se concentrar na chamada “matança da gangue de Bradley”, episódio mencionado no livro original de Stephen King. A trama se passa em 1935, em meio à Grande Depressão, período marcado por pobreza extrema e tensões sociais.

Esse recorte temporal representa uma ruptura com a estética mais familiar da franquia, associada a crianças em bairros suburbanos e à aparente tranquilidade quebrada por eventos sobrenaturais. Na nova fase, segundo o diretor, não haverá espaço para esse tipo de conforto. A cidade será retratada como um ambiente hostil desde o início, onde a violência e a desigualdade já fazem parte do cotidiano.

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Derry como reflexo do colapso social

A escolha de ambientar a história em 1935 altera profundamente o tom da narrativa. Em vez de acompanhar apenas o terror que ameaça a infância, a série deve explorar como o mal — simbolizado pelo palhaço Pennywise — se infiltra em uma comunidade já fragilizada.

A ausência de um cenário suburbano idealizado amplia o alcance temático da produção, permitindo discutir questões sociais e históricas que vão além do horror tradicional. A própria cidade de Derry passa a assumir papel central, quase como um personagem moldado por tragédias acumuladas.

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Estrutura pode seguir lógica de trilogia reversa

A movimentação atual reforça uma estratégia já sugerida anteriormente pelos criadores: transformar a série em uma espécie de trilogia cronológica inversa. A primeira temporada se passa em 1962; a segunda, se confirmada, avançaria para 1935; e uma eventual terceira levaria a narrativa ainda mais para trás, até 1908.

Esse período mais antigo estaria ligado à explosão da fábrica Kitchener Iron Works, um dos eventos mais trágicos do histórico fictício de Derry e também citado na obra de King. A repetição cíclica de eventos violentos a cada 27 anos — elemento central do universo de IT — serviria como eixo condutor entre as diferentes temporadas.

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Estratégia busca evitar repetição da franquia

A decisão de retroceder no tempo também surge como uma forma de renovar a franquia e evitar a repetição da fórmula consagrada pelos filmes recentes. Ao mudar de década, a produção não apenas altera figurinos e cenários, mas redefine completamente o tipo de horror apresentado.

Em vez de apostar exclusivamente no susto e na nostalgia, a nova fase parece caminhar para um terror mais estrutural, ligado às condições sociais e históricas dos personagens. A Derry de 1935, mais pobre e desesperada, oferece um terreno narrativo mais denso e menos previsível.

Enquanto a confirmação oficial não vem, o projeto segue em desenvolvimento, sustentado pelo entusiasmo criativo de sua equipe. Caso receba luz verde da HBO, a série poderá consolidar uma abordagem mais ousada dentro do universo criado por Stephen King, aprofundando o papel do tempo e da memória na construção do medo.

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