EUA dizem ter atingido principal submarino do Irã em ofensiva militar no Oriente Médio

Publicado em 04/03/26 às 16:10

Os Estados Unidos afirmaram ter atingido o submarino operacional mais importante da Marinha iraniana durante uma ofensiva militar de grande escala no Oriente Médio, em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã. A informação foi divulgada pelo almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), em publicação na rede social X.

Segundo Cooper, forças norte-americanas atacaram o submarino iraniano IRIS Fateh, considerado um dos ativos estratégicos da frota de Teerã. “Agora ele tem um buraco em seu lado”, escreveu o militar, em referência ao impacto sofrido pela embarcação.

O ataque faz parte de uma campanha batizada pelo governo americano de Operação Fúria Épica, uma ofensiva que mobiliza mais de 50 mil militares, cerca de 200 aviões de combate de última geração, além de dois grupos de porta-aviões e bombardeiros estratégicos.

De acordo com dados divulgados pelo próprio Centcom, as forças americanas já destruíram 17 embarcações iranianas e atingiram aproximadamente 2.000 alvos com mais de 2.000 munições em poucos dias de operação. A campanha teria como objetivo degradar sistemas de defesa aérea iranianos e neutralizar mísseis balísticos, lançadores móveis e drones.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou em entrevista coletiva que a ação contra o submarino foi conduzida diretamente pelas forças americanas. Segundo ele, a embarcação iraniana acreditava estar segura em águas internacionais, mas foi atingida por um torpedo.

Caso a informação seja confirmada, este seria o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo em combate desde a Segunda Guerra Mundial. Durante a coletiva, Hegseth comparou o cenário atual ao daquele conflito histórico e afirmou que os Estados Unidos estão determinados a alcançar a vitória.

Operação militar envolve bombardeiros estratégicos e ataques em múltiplos domínios

Além das ações navais, bombardeiros B-2, B-1 e B-52 foram empregados em ataques contra instalações consideradas críticas pelo Pentágono, incluindo centros de comando e estruturas militares iranianas.

O Centcom afirma que, neste momento, não há embarcações iranianas navegando no golfo Pérsico, no estreito de Ormuz ou no golfo de Omã — regiões estratégicas para o transporte global de petróleo. Segundo o comando militar, a operação busca estabelecer domínio total na superfície e abaixo dela.

A ofensiva, coordenada com Israel, teve início no último fim de semana e foi descrita por autoridades americanas como “avassaladora e sem precedentes”. Cooper afirmou que a intensidade das primeiras 24 horas da campanha foi comparável à doutrina militar conhecida como “shock and awe” (“choque e pavor”), usada pelos EUA na invasão do Iraque em 2003 — embora, segundo ele, com pressão ainda maior.

Os ataques também incluem operações em terra, no ar, no mar, no espaço e no ciberespaço, ampliando o alcance da ofensiva além do confronto militar convencional.

Em paralelo, a Marinha do Sri Lanka informou ter participado de uma operação de resgate após o afundamento da fragata iraniana IRIS Dena próximo à cidade de Galle, no sudoeste da ilha. O pedido de socorro teria sido recebido a cerca de 40 milhas náuticas do porto local.

Autoridades do país asiático mobilizaram navios e aeronaves para retirar tripulantes da água. Dezenas de marinheiros foram evacuados, e parte deles foi levada a hospitais em terra.

Até o momento, nem o governo do Sri Lanka nem o Centcom confirmaram se a fragata resgatada é a mesma mencionada nos relatos da ofensiva americana.

A Casa Branca afirmou que a operação militar continuará enquanto Washington considerar que há ameaça iraniana contra interesses dos Estados Unidos e de seus aliados na região. A escalada militar é considerada a mais intensa no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003.