
EUA e Israel atacam o Irã: 5 pontos-chave de uma escalada que reacende o risco de guerra regional
Por Sandro Felix
Publicado em 28/02/26 às 16:43
Os Estados Unidos e Israel realizaram neste sábado (28) uma ofensiva militar conjunta contra o Irã, com explosões registradas em Teerã e em outras cidades. O ataque amplia a tensão no Oriente Médio e já provoca reações em cadeia: o governo iraniano lançou retaliações com mísseis e drones contra Israel e em direção a bases e posições onde há forças americanas na região, segundo relatos de autoridades e veículos internacionais.
A operação ocorre em meio a um impasse prolongado sobre o programa nuclear iraniano e às sucessivas advertências de Washington e Tel Aviv de que poderiam agir militarmente. O governo israelense afirmou ter atingido centenas de alvos, incluindo sistemas de defesa, enquanto reportagens descrevem ataques simultâneos a instalações estratégicas e locais associados à cadeia de comando iraniana.
Enquanto Israel e EUA atingem escola no Irã, o Irã atinge radar de defesa antimísseis dos EUA no Bahrein. Entendeu a diferença? pic.twitter.com/H8SKeELCnt
— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) February 28, 2026
O que se sabe até agora
1) Onde ocorreram os ataques
Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em múltiplas cidades iranianas. Mapas e cronologias publicados por veículos internacionais apontam uma ofensiva ampla, com foco em infraestrutura militar e de defesa, além de pontos ligados ao programa nuclear, segundo a narrativa de EUA e Israel.
2) Qual foi a justificativa
Declarações públicas de líderes e comunicados citados pela imprensa internacional indicam que a justificativa central foi conter capacidades militares do Irã e impedir avanços nucleares. Autoridades israelenses também associaram a ação a uma estratégia de pressão interna contra o regime iraniano.
3) Houve resposta do Irã
Teerã reagiu com ondas de mísseis e drones contra Israel e também em direção a bases americanas e aliadas no Oriente Médio, de acordo com relatos acompanhados em tempo real por jornais estrangeiros.
“israel” e EUA atacam Irã; Iranianos retaliam com ataques contra bases militares estadunidenses no Oriente Médio e alvos israelenses.
Vídeo: Míssil balístico iraniano atinge quartel-general da 5ª frota da Marinha dos EUA no Bahrein pic.twitter.com/Dje3AUBx44
— FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) February 28, 2026
4) Vítimas e danos
A Crescente Vermelha iraniana divulgou um primeiro balanço oficial citado pela imprensa europeia: 201 mortos e 747 feridos nos ataques em território iraniano, com 24 das 31 províncias afetadas, segundo a mesma fonte.
5) Reação diplomática imediata
A Rússia condenou a ofensiva e classificou a ação como agressão “não provocada”, defendendo que o tema seja levado ao Conselho de Segurança da ONU. Moscou também afirmou estar disposta a atuar como mediadora, segundo a Associated Press.
A França disse não ter sido informada previamente e cobrou retorno da via diplomática, em declarações atribuídas ao presidente Emmanuel Macron.
Por que este ataque é diferente (e mais perigoso)
Ao unir formalmente forças americanas e israelenses numa mesma ofensiva, o episódio eleva o risco de espiral de retaliação: o Irã tende a responder de forma assimétrica (com drones, mísseis e pressão sobre rotas e bases), enquanto EUA e Israel sinalizam que o objetivo é degradar capacidades estratégicas iranianas. Esse desenho reduz a margem para “ataques pontuais” e aumenta a chance de novos ciclos de ofensiva e contraofensiva.
Além disso, governos e analistas acompanham com atenção qualquer impacto em rotas de energia e navegação. Houve relatos de alerta e preocupação no entorno do Estreito de Hormuz, ainda que fontes indiquem que a passagem parecia seguir aberta apesar de tensões no tráfego marítimo.
O que disseram EUA e Israel
O governo americano, segundo coberturas ao vivo, descreveu a operação como uma ação militar de grande porte e indicou que poderia haver custos e riscos adicionais na região. Já Israel sustentou que atacou uma ampla rede de alvos militares e de defesa dentro do Irã.
O que disse o Irã
Autoridades iranianas classificaram os ataques como violação grave do direito internacional e buscaram apoio para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, enquanto defendem que a resposta militar é legítima.
Como isso pode afetar o Brasil
Mesmo sem participação direta, o Brasil pode ser impactado por:
- Volatilidade do petróleo e combustíveis (via mercado internacional e câmbio), caso a crise prolongue incertezas na região.
- Reacomodação diplomática em organismos multilaterais, com pressão por posicionamentos e votações.
