EUA capturam Nicolás Maduro em operação militar na Venezuela

Publicado em 03/01/26 às 12:50

Os Estados Unidos lançaram, na madrugada deste sábado (3), uma operação militar de grande escala contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a ação por meio da rede Truth Social cerca de quatro horas após os primeiros ataques serem registrados em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

A ofensiva contou com o envio de helicópteros Chinook e tropas de elite da Delta Force, que localizaram e prenderam Maduro ainda em território venezuelano. O casal foi então levado de helicóptero para fora do país, sob custódia das autoridades americanas.

Em declaração ao jornal The New York Times, Trump descreveu a missão como “brilhante”, elogiando o planejamento e o desempenho das tropas envolvidas. O governo dos Estados Unidos afirmou que não houve baixas entre suas forças, mas se recusou a comentar sobre possíveis vítimas venezuelanas.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, confirmou que Maduro será processado judicialmente nos EUA e afirmou que a operação foi necessária para cumprir um mandado de prisão vigente contra o líder venezuelano. O governo americano havia aumentado recentemente a recompensa por informações sobre o paradeiro de Maduro para 50 milhões de dólares.

Segundo o senador Mike Lee, Rubio também assegurou que não haverá novos ataques na Venezuela enquanto Maduro estiver sob custódia nos Estados Unidos. O ex-presidente deverá ser julgado por crimes ainda não detalhados publicamente.

Operação vinha sendo planejada há meses

A ação faz parte da operação “Southern Lance”, desenvolvida desde setembro pela Casa Branca com o objetivo oficial de combater o tráfico de drogas no Caribe. No âmbito dessa operação, os EUA destruíram cerca de 40 embarcações, causaram a morte de aproximadamente 110 pessoas e apreenderam petroleiros que transportavam petróleo venezuelano.

Fontes da administração Trump revelaram que uma conversa telefônica com Maduro em novembro — descrita por Trump como “nem boa, nem ruim” — contribuiu para os desdobramentos. A operação chegou a ser cogitada para o dia de Natal, mas foi adiada em razão de prioridades em ações militares na Nigéria e das condições climáticas desfavoráveis.

Reações pelo mundo

A operação gerou forte repercussão internacional e dividiu opiniões no Congresso americano. Legisladores democratas criticaram duramente a ação. O senador Ruben Gallego classificou o ataque como “vergonhoso”, afirmando que os Estados Unidos passaram “de polícia do mundo a agressor do mundo em menos de um ano”. Outros parlamentares também questionaram a legalidade da ofensiva, já que ela não foi aprovada pelo Congresso.

Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez cobrou publicamente provas de vida de Maduro e de sua esposa. “Não sabemos onde estão o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos que o presidente Donald Trump forneça uma prova de vida imediata”, declarou.

O subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que Maduro “finalmente enfrentará a justiça pelos crimes que cometeu”.

Na Europa, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, publicou na rede X (antigo Twitter) que o governo espanhol está monitorando a situação de perto. Segundo ele, a embaixada e o consulado da Espanha em Caracas seguem funcionando normalmente.

Expectativa por coletiva de imprensa

Todos os olhares agora se voltam para Mar-a-Lago, onde Trump concederá uma coletiva de imprensa nesta tarde, às 13h (horário de Brasília). A expectativa é que o presidente americano forneça detalhes sobre a operação, a situação legal de Maduro e os próximos passos dos Estados Unidos em relação à Venezuela.