Arqueólogos descobrem igrejas cristãs de mais de 1.600 anos no deserto do Egito com um raro mural de Jesus Cristo

Arqueólogos descobrem igrejas cristãs de mais de 1.600 anos no deserto do Egito com um raro mural de Jesus Cristo

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Publicado em 04/09/25 às 16:12

Arqueólogos encontraram no deserto ocidental do Egito, a cerca de 560 quilômetros a sudoeste do Cairo, duas antigas igrejas cristãs que têm mais de 1.600 anos. A descoberta foi feita no oásis de Kharga, uma região onde sempre houve presença humana graças às fontes de água que brotam do subsolo e garantem a sobrevivência em meio à aridez.

Essas construções revelam um momento importante da história do Egito, quando a população começava a adotar o cristianismo, sem abandonar totalmente suas tradições locais. Além das igrejas, os pesquisadores acharam restos de casas de barro seco e objetos do dia a dia, que ajudam a mostrar como viviam as pessoas dessa comunidade.

Uma das igrejas é uma basílica grande, feita com blocos de barro endurecido ao sol. O espaço interno, dividido em duas áreas principais, provavelmente era usado para celebrações religiosas maiores. A outra igreja é menor e tem formato retangular. Nela ainda se preservam partes de colunas que sustentavam a construção e inscrições nas paredes escritas no antigo idioma usado pelos primeiros cristãos egípcios. Ao lado, também foram localizados prédios de apoio, que mostram que havia uma vida comunitária bem organizada.

oásis de KhargaRuínas de duas igrejas antigas com mais de 1600 anos localizadas no oásis de Kharga, Egito / Imagem: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

O achado mais surpreendente não é a arquitetura, mas sim uma pintura nas paredes. O mural mostra Jesus Cristo curando um doente — uma cena rara de se encontrar em registros tão antigos do cristianismo no Egito. Essa imagem é considerada uma preciosidade, tanto pelo valor artístico quanto pelo significado religioso.

Por motivos de preservação, os especialistas decidiram não divulgar fotos da pintura. Assim, por enquanto, só os relatos técnicos e as descrições feitas pelos arqueólogos permitem imaginar como é esse tesouro histórico.

De acordo com os estudiosos, a descoberta mostra que não foi apenas às margens do rio Nilo que o cristianismo se consolidou no Egito. Nos oásis do deserto, como Kharga, comunidades inteiras também se organizavam em torno da nova fé, misturando costumes antigos com práticas religiosas que começavam a ganhar força.

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