Pesquisadores nos EUA dizem ter descoberto uma nova cor nunca antes vista por humanos

Pesquisadores nos EUA dizem ter descoberto uma nova cor nunca antes vista por humanos

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Publicado em 22/04/25 às 07:20

Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos afirma ter descoberto uma cor que nenhum ser humano jamais viu antes. O feito, descrito como inédito, foi possível por meio do uso de pulsos de laser diretamente nos olhos dos voluntários, segundo os cientistas envolvidos no estudo.

A experiência contou com a participação de cinco indivíduos, que receberam disparos de luz laser em comprimentos de onda visível diretamente nas células fotorreceptoras da retina. A técnica, segundo os autores, permitiria teoricamente a visualização de cores que estão além do espectro de visão natural do ser humano.

O resultado do experimento foi uma nova tonalidade azul-esverdeada com saturação sem precedentes, batizada pelos pesquisadores como “olo”. Todos os cinco participantes relataram ter enxergado essa nova cor.

Um dos coautores do estudo, o professor Ren Ng, da Universidade da Califórnia, também participou do experimento. Ele afirmou que os cientistas esperavam um sinal visual inédito, mas não sabiam como o cérebro interpretaria aquilo. Segundo Ng, o efeito visual foi “de cair o queixo”.

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Apesar do entusiasmo dos autores, o trabalho gerou controvérsias. O cientista da visão John Barbur, da City St George’s, Universidade de Londres, declarou ao jornal The Guardian que “olo” não seria uma nova cor, mas sim um verde mais saturado. Para ele, a pesquisa tem “valor limitado”.

Ren Ng é um nome respeitado na área de óptica. Em 2006, ele fundou a empresa Lytro, responsável por desenvolver algumas das primeiras câmeras com tecnologia de campo de luz, permitindo o re-foco de imagens após a captura — recurso que hoje é comum em smartphones, mas era revolucionário à época.

Segundo o livro Inside Apple, Ng chegou a se reunir com Steve Jobs em 2011 para discutir a integração da tecnologia ao iPhone. Jobs faleceu alguns meses depois, antes que qualquer acordo fosse fechado. A Lytro chegou a lançar uma segunda geração de câmeras, migrou para o setor de realidade virtual e encerrou suas atividades em 2018.

O estudo que apresenta a descoberta foi publicado na revista Science Advances, com o título Novel color via stimulation of individual photoreceptors at population scale.

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