
Monte Spurr pode entrar em erupção a qualquer momento, alertam geólogos
Por Sandro Felix
Publicado em 16/02/25 às 07:42
Geólogos estão em alerta máximo para a possibilidade de uma erupção iminente no Monte Spurr, um vulcão localizado no Arco das Aleutas, no Alasca, Estados Unidos. O Observatório de Vulcões do Alasca (AVO) tem registrado um aumento significativo na atividade sísmica da região desde abril de 2024, e a situação se intensificou nos últimos meses. Especialistas afirmam que há uma forte evidência de que magma fresco está se acumulando sob a crosta do vulcão, aumentando o risco de uma erupção nos próximos dias ou semanas.
O Monte Spurr é um estratovulcão coberto por gelo e neve, formado por camadas de lava, depósitos piroclásticos e fluxos de lama. Historicamente, ele entrou em erupção apenas duas vezes, em 1953 e 1992, mas ambas ocorreram na Crater Peak, um conduto lateral situado ao sul do cume principal. Essas erupções foram de pequena a moderada magnitude, mas causaram impactos significativos na região, com colunas de cinzas atingindo centenas de quilômetros e afetando até mesmo o tráfego aéreo.
Desde o final de 2024, o número de terremotos registrados sob o Monte Spurr aumentou consideravelmente. Em outubro, a média semanal era de 30 tremores, mas, em fevereiro de 2025, esse número subiu para 125. O maior tremor detectado até agora teve magnitude 2.9 e ocorreu no início de janeiro. Para os cientistas, esse padrão sugere que o magma está se movendo para camadas mais rasas da crosta terrestre, o que pode indicar uma erupção futura.
Diante desse cenário, o AVO considera três possibilidades. A primeira é que os tremores diminuam gradualmente sem que haja uma erupção, o que já aconteceu em outros vulcões da região. A segunda, considerada igualmente provável, é que o Monte Spurr entre em erupção de forma semelhante aos eventos de 1953 e 1992, gerando explosões que poderiam lançar cinzas para centenas de quilômetros, além de fluxos de lama e materiais piroclásticos nos arredores.
Embora menos provável, o terceiro cenário envolve uma erupção diretamente no cume do Monte Spurr, o que não tem precedentes históricos conhecidos. Caso ocorra, essa erupção poderia ser explosiva e desencadear grandes fluxos de lava, além de derreter uma quantidade considerável de gelo glacial, o que resultaria em deslizamentos de terra e inundações.
Apesar da preocupação com os impactos ambientais, especialistas tranquilizam a população ao afirmar que não há cidades ou vilarejos próximos o suficiente para serem diretamente atingidos pelos fluxos de lava e cinzas. No entanto, uma erupção poderia representar um grande problema para a aviação, uma vez que as nuvens de cinzas podem afetar voos comerciais e de carga na região.
Atualmente, o Monte Spurr está sendo monitorado 24 horas por dia por meio de câmeras, sensores sísmicos e estações de análise de deformação do solo. Os cientistas esperam que, nas próximas semanas, novos dados possam fornecer uma previsão mais precisa sobre os rumos dessa atividade vulcânica, ajudando a evitar impactos mais graves.
