
Funcionários dos Correios de nove estados brasileiros entram em greve por reajuste salarial
Por Sandro Felix
Publicado em 09/08/24 às 16:38
Na noite da última quarta-feira, 7 de agosto, trabalhadores dos Correios de nove estados brasileiros iniciaram uma greve em busca de melhores condições de trabalho e reajustes salariais. Carteiros, motoristas e atendentes reivindicam, além do aumento salarial, uma significativa redução na coparticipação dos planos de saúde, que atualmente impacta de forma considerável o orçamento dos funcionários.
De acordo com Douglas Ramos, diretor de comunicação da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect), a contribuição para o plano de saúde se tornou uma carga pesada para os empregados. Além dessa questão, os trabalhadores também pleiteiam uma correção salarial que cubra a inflação, acrescida de um aumento linear de R$ 300 para todos os cargos.
A greve envolve funcionários dos estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.
Impacto da greve nos serviços dos Correios
Apesar da paralisação, os Correios garantem que os serviços aos clientes não serão interrompidos. A empresa afirma que implementou medidas para remanejar profissionais e autorizou horas extras, a fim de manter as agências em funcionamento. Segundo a estatal, a greve está gerando apenas “ausências pontuais e localizadas”, minimizando os impactos para o público.
Os Correios também informaram que foi apresentada uma proposta de reajuste de 4,11% nos benefícios dos trabalhadores, a ser implementado ainda neste mês, além de um aumento de 20% para motociclistas e motoristas. Os salários dos funcionários deverão receber um reajuste de 6,05% em janeiro de 2025. Além disso, a empresa planeja reduzir a coparticipação no plano de saúde dos atuais 30% para 15% no próximo mês.
Negociações continuam na próxima semana
A greve, que não tem previsão para terminar, pode ser resolvida na próxima semana, quando está agendada uma nova rodada de negociações entre os sindicatos e os Correios.
Segundo informações da Folha, essa disputa se arrasta desde o início do ano, quando os trabalhadores quase deflagraram uma greve durante a Black Friday. Desde então, foram realizadas 14 reuniões para discutir as demandas dos funcionários, sem que se chegasse a um acordo, culminando na greve atual.
