Days Gone gera polêmica ao incluir crianças zumbis que podemos matar

Falta pouco mais de um mês para o lançamento oficial de Days Gone, um dos exclusivos mais aguardados para o PlayStation 4. Desde seu anuncio na passada E3 2016, o game não foi alvo de nenhuma controvérsia, nem mesmo por conta da sua violência desenfreada em certos momentos. Porém, parece que agora as coisas mudaram.

Após a desenvolvedora revelar que haverá crianças zumbis no game, o jogo acabou abrindo um enorme debate sobre a moralidade de se matar crianças em videogames. Como o jogo colocará elas como inimigo, mesmo se você não quiser matá-las, você terá que fazer isso ou não “conseguirá progredir no jogo”.

Ciente da controvérsia, Emmanuel Roth, um dos principais designes do jogo, aproveitou uma recente entrevista para tentar defender o estúdio das criticas que vem recebendo. Segundo ele, “o que vemos no jogo é chamado de Newts, e eles não são crianças”. É simplesmente um tipo de freaker (o nome dos zumbis no jogo) de baixa estatura e com outras mecânicas de movimento.”

Ainda segundo Roth, após a infecção, os jovens se tornam freaks e apesar de terem sido humanos no passado, não devemos considerá-los mais como seres racionais, pois eles não são mais humanos, mas sim zumbis.

A verdade é que esta não é a primeira vez que vemos esse debate com crianças sendo inimigos em jogos. É compreensível que seja algo que choca os jogadores, mas não é comum. Em GTA por exemplo, não vemos crianças andando pelas ruas para evitar esse tipo de situações desconfortáveis ​​para alguns. Em outras jogos, como The Elder Scrolls, as crianças não podem ser mortas, assim como em Resident Evil (embora tenhamos visto alguma criança infectada, não há cenas gráficas com elas). Em contraste, no Dead Space 2 havia bebês zumbis para matar que explodiam, e em Dying Light havia crianças chamadas Screamers. Desta forma, Days Gone não é o primeiro jogo que permite matar crianças zumbis.

Redator

Sandro Felix é redator e co-fundador do TecnoGames Brasil. Para ele, os jogos são mais do que entretenimento, é uma vida, uma paixão.