7 coisas que Pragmata não te conta e que você deveria saber antes de começar a jogar

Publicado em 17/04/26 às 14:58

A Capcom lançou nesta semana Pragmata, seu aguardado título de ação e ficção científica que coloca os jogadores em uma jornada lunar repleta de combates intensos e mecânicas estratégicas. Disponível para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC, o jogo já movimenta a comunidade gamer com sua proposta que vai além do tradicional “atirar e avançar”.

Ambientado em um cenário futurista na Lua, Pragmata acompanha o protagonista Hugh e sua parceira Diana em uma missão que mistura exploração, combate e resolução de desafios tecnológicos. Embora o jogo não imponha grande dificuldade inicial, ele esconde sistemas importantes que podem dificultar — ou facilitar — a progressão.

Veja abaixo sete aspectos pouco explicados que fazem diferença desde o começo da campanha.

1. Os treinamentos funcionam como investimento, não só tutorial

Os simulacros iniciais podem parecer opcionais, mas cumprem um papel estratégico. Além de apresentar as mecânicas básicas, eles oferecem recompensas relevantes, como recursos e melhorias que impactam diretamente o desempenho nas primeiras missões.

O último desafio de treinamento é mais longo e exige maior domínio dos sistemas, mas a recompensa compensa: jogadores que o completam tendem a enfrentar menos dificuldade no início da jornada. Ignorar essa etapa pode significar entrar despreparado nos primeiros combates mais exigentes.

2. Mobilidade constante é mais eficaz do que defesa tradicional

Ao contrário de outros jogos de tiro, Pragmata privilegia movimentação contínua. Saltar e reposicionar-se rapidamente costuma ser mais eficiente do que tentar esquivar ataques de forma tradicional.

Um fator que reforça essa abordagem é a ausência de dano por queda, permitindo explorar o cenário em diferentes níveis sem penalização. Na prática, isso incentiva um estilo de jogo mais agressivo e dinâmico, especialmente em confrontos com múltiplos inimigos.

3. O sistema de armas exige atenção tática

Trocar de arma durante um ataque carregado cancela a ação automaticamente — um detalhe que pode comprometer momentos decisivos em combate. Por isso, é importante planejar o uso do arsenal antes de iniciar sequências ofensivas.

Por outro lado, o jogo facilita a progressão ao tornar permanentes as armas desbloqueadas. Uma vez adquiridas, elas permanecem disponíveis em todas as fases, já com as melhorias aplicadas anteriormente. Isso reduz a necessidade de gerenciamento excessivo de recursos e permite foco maior na estratégia.

4. Economia de munição nem sempre é a melhor escolha

Diferente de outros títulos do gênero, Pragmata distribui armas e recursos com certa generosidade na maior parte das fases. Isso significa que economizar munição de forma exagerada pode acabar prejudicando o desempenho em combate.

A exceção são as chamadas “zonas vermelhas”, onde os recursos se tornam escassos e os inimigos mais resistentes. Nesses momentos, sim, administrar munição e escolher bem os confrontos passa a ser essencial.

5. Hackear é tão importante quanto atirar

O sistema de hackeamento não é um complemento — é parte central da jogabilidade. Ele permite interferir diretamente no comportamento dos inimigos, seja desacelerando movimentos, criando confusão ou provocando ataques entre eles.

Jogadores que ignoram essa mecânica enfrentam combates mais longos e difíceis. Já quem domina o sistema consegue controlar melhor o campo de batalha, reduzindo riscos e ampliando possibilidades estratégicas.

6. Combinar habilidades faz mais diferença do que força bruta

O jogo trabalha com três elementos principais de personalização: nodos (ligados ao hackeamento), modos (que ajustam atributos) e mods (melhorias de armas).

O diferencial está na combinação entre eles. Criar sinergias — como unir uma arma rápida com habilidades de controle de inimigos — pode ser mais eficiente do que simplesmente investir em dano bruto. Esse sistema favorece jogadores que experimentam diferentes configurações ao longo da campanha.

7. O refúgio é o centro estratégico da experiência

Mesmo sem destaque no mapa, o refúgio funciona como base de operações. É nele que o jogador pode melhorar habilidades, gerenciar recursos e planejar a progressão.

No entanto, há uma limitação importante: certos componentes utilizados para upgrades não reaparecem nesses locais. Isso exige atenção na coleta durante as missões, evitando a perda de oportunidades de evolução.

Combinando ação intensa e elementos estratégicos, Pragmata exige adaptação constante do jogador. Entender essas mecânicas desde o início não apenas facilita a progressão, como também revela a profundidade do sistema criado pela Capcom.