Arqueólogos revelam indícios de uma possível segunda Esfinge escondida ao lado das pirâmides do Egito

Publicado em 27/03/26 às 16:54

Um grupo de arqueólogos italianos afirma ter identificado sinais de uma possível segunda Esfinge enterrada sob as areias do planalto de Gizé, no Egito. A hipótese, ainda não confirmada por escavações, reacende debates antigos na egiptologia e pode, segundo os pesquisadores, alterar a compreensão atual sobre a organização monumental da região.

A investigação é liderada por Filippo Biondi, que divulgou os resultados preliminares em uma entrevista recente. O estudo combina análise de imagens de satélite com uma nova leitura da chamada Estela do Sonho, erguida entre as patas da Grande Esfinge há mais de três mil anos.

Segundo Biondi, linhas geométricas traçadas entre as pirâmides de Quéops e Quéfren convergem em um ponto simétrico oposto à posição da atual Grande Esfinge de Gizé.

Estamos diante de uma correlação geométrica praticamente perfeita, com simetria absoluta, afirmou.

Dados obtidos por radar de penetração no solo indicam a presença de uma estrutura de grandes proporções sob um monte de areia compactada, com cerca de 55 metros de altura. O padrão detectado sugere a existência de túneis horizontais e poços verticais, semelhantes aos já identificados na Esfinge conhecida.

Para o pesquisador, a representação de duas esfinges na Estela do Sonho — atribuída ao faraó Tutemés IV — pode não ser apenas simbólica.

Embora a estela tenha função política, reforçando a legitimidade do governante, ela pode conter um mapa topográfico esquecido desde a Antiguidade, disse.

 

A ideia de uma segunda Esfinge não é inédita. O egiptólogo Bassam El Shammaa já havia levantado essa hipótese anos atrás, citando textos antigos que mencionariam a destruição de uma estátua semelhante por um raio. Ainda assim, a teoria enfrenta resistência de especialistas, como Zahi Hawass, que apontam falta de evidências concretas.

O grupo italiano apresentou um pedido formal às autoridades egípcias para realizar escavações no local. Segundo Biondi, há indícios de possíveis acessos subterrâneos entre a Esfinge e a pirâmide de Quéfren, atualmente bloqueados por detritos.

É provável que essa segunda estrutura esteja sob essa pequena elevação de areia, afirmou o arqueólogo.

Se confirmada, será uma descoberta de enorme impacto para a arqueologia.

Até o momento, o governo egípcio não anunciou decisão sobre a autorização das escavações. Enquanto isso, a hipótese segue dividindo a comunidade científica entre entusiasmo e ceticismo.