“Predador: Terras Selvagens” se torna o filme mais lucrativo da franquia

Publicado em 27/11/25 às 16:11

O ano de 2025 tem sido particularmente fértil para a saga Predador. A temporada começou com o lançamento de Predador: Assassino de Assassinos, a primeira animação estrelada pelos icônicos caçadores intergalácticos — os yautja — no Disney+. O projeto, amplamente elogiado, manteve intacta a brutalidade característica da série, provando que a essência do universo criado em 1987 ainda pulsa com força. Meses depois, já em novembro, Predador: Terras Selvagens marcou o tão aguardado retorno das criaturas às telas de cinema após um longo hiato.

Dirigido por Dan Trachtenberg e estrelado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi e Elle Fanning, o novo filme retoma o tom sombrio e tenso da franquia, mas com uma abordagem renovada. O diretor, que já havia comandado Prey (2022), demonstra novamente habilidade para reinventar a fórmula sem diluí-la. Em Terras Selvagens, ele apresenta Dek, um yautja exilado cuja trajetória pessoal oferece uma nova perspectiva sobre a espécie e suas tradições — um retrato mais introspectivo e quase trágico do lendário caçador.

Mais do que um novo capítulo da saga, Predador: Terras Selvagens tornou-se também um fenômeno de bilheteria. O filme já arrecadou 161 milhões de dólares em todo o mundo, consolidando-se como o título mais lucrativo da série principal — sem contar os crossovers com Alien. Embora não tenha liderado a bilheteria semanalmente, o longa manteve uma performance estável e consistente, o que garantiu sua entrada direta no Top 5 de produções mais rentáveis da 20th Century Studios, divisão da Disney responsável por títulos de grande porte.

Predador: Terras Selvagens não dominou a bilheteria semana após semana, mas resistiu com uma constância admirável, observou um analista do setor.

O desempenho de Terras Selvagens chega em um momento importante para a 20th Century Studios, que, apesar de jovem sob a gestão da Disney — apenas cinco anos e 24 lançamentos —, já carrega no currículo marcos expressivos como Avatar: O Caminho da Água, com seus inalcançáveis 2,34 bilhões de dólares em arrecadação global.

Embora não jogue na mesma liga de James Cameron, o novo Predador superou com folga o longa Morte no Nilo e figura logo atrás de produções como Free Guy (US$ 331,5 milhões), Alien: Romulus (US$ 350,8 milhões) e Planeta dos Macacos: O Reinado, que ocupa a segunda posição com US$ 397,3 milhões.

Para Trachtenberg, o saldo é amplamente positivo. O diretor conseguiu revitalizar uma franquia que, até poucos anos atrás, parecia destinada ao esquecimento. A mistura entre ação visceral, crítica moral e ambientação quase pós-apocalíptica fez de Terras Selvagens uma experiência cinematográfica vigorosa — e um novo sopro de vida para um universo que sempre oscilou entre o culto e o comercial.