“Para Sempre Minha”, novo terror de Oz Perkins, conquista mestres do gênero e é apontado como sensação de 2025

Publicado em 12/11/25 às 16:20

A poucos meses do fim de um ano considerado um dos mais produtivos para o cinema de terror, Para Sempre Minha (Keeper), novo filme do diretor Oz Perkins, vem chamando atenção de críticos e cineastas. A produção, que estreia nos cinemas em 19 de dezembro, recebeu elogios de nomes como Guillermo del Toro, James Wan e Fede Álvarez, três dos maiores representantes do gênero atualmente.

Del Toro descreveu o longa como “uma obra tão perturbadora quanto hipnótica”, enquanto Wan o classificou como “um mergulho na loucura”. Álvarez, por sua vez, disse que o filme é “puro terror”.

Filho do ator Anthony Perkins, ícone do clássico Psicose (1960), Oz Perkins já havia se destacado com Longlegs, lançado no início do ano e apontado como um dos títulos mais inquietantes de 2024. Em Para Sempre Minha, o cineasta retoma seu estilo característico: horror psicológico, ritmo lento e atmosfera sufocante.

O trailer, divulgado recentemente, reforça essa proposta. As cenas mostram um casal que decide se isolar em uma cabana na floresta para tentar reconstruir o relacionamento. O que começa como uma tentativa de reconciliação se transforma em uma espiral de paranoia, isolamento e violência. A mulher passa a sentir que algo os observa do lado de fora, e a dúvida entre percepção e delírio se torna o centro da narrativa.

Críticos que já assistiram à prévia descrevem o filme como “uma experiência opressiva e emocionalmente intensa”, comparando-o ao minimalismo de A Bruxa (2015) e à densidade de Hereditário (2018). Perkins utiliza sons naturais, enquadramentos fechados e luz ambiente para reforçar a sensação de desconforto constante. Filmado em locações da Colúmbia Britânica, no Canadá, o longa aposta em tons frios e iluminação natural para acentuar o contraste entre o cenário idílico e o horror que se aproxima.

A crítica especializada tem destacado o desempenho da protagonista, que conduz a narrativa entre a fragilidade emocional e a perda de controle. A cabana, mais do que um cenário, funciona como uma extensão simbólica da mente da personagem, desmoronando à medida que o pânico cresce — um recurso que remete a clássicos como O Iluminado (1980).

Para Del Toro, o sucesso de Para Sempre Minha reflete um novo momento para o terror autoral, no qual o medo surge de emoções humanas, não apenas de monstros. “O filme recupera a sensação de que o horror nasce do amor e da vulnerabilidade”, escreveu o diretor mexicano em publicação nas redes sociais.

James Wan também destacou o uso da linguagem cinematográfica como ferramenta de manipulação psicológica. “O som e a mise-en-scène trabalham a favor da tensão, sem precisar recorrer ao explícito”, afirmou o criador de Invocação do Mal.

Com o apoio desses nomes e a repercussão positiva do trailer, Para Sempre Minha chega aos cinemas cercado de expectativa. O longa deve reforçar a posição de Oz Perkins como uma das vozes mais autorais do novo terror, ao lado de cineastas como Robert Eggers e Ari Aster.