SWIFT escolhe rede Linea para testes de pagamentos internacionais

Publicado em 29/09/25 às 16:41

A SWIFT, rede internacional que conecta bancos do mundo todo para realizar transferências de dinheiro entre países, começou a testar uma nova tecnologia que pode mudar a forma como os pagamentos globais são feitos. Em vez de fechar parceria com a Ripple — empresa que há anos tenta ocupar esse espaço com o uso da criptomoeda XRP —, a SWIFT decidiu apostar em um sistema chamado Linea, que funciona dentro do universo do Ethereum, uma das maiores plataformas de blockchain do mundo.

A Ripple ficou famosa por prometer transferências internacionais mais rápidas e baratas usando o XRP como uma moeda intermediária. Mas problemas com a Justiça dos Estados Unidos e a desconfiança de muitos bancos fizeram com que a ideia perdesse força. Ao invés disso, a SWIFT preferiu seguir um caminho mais seguro e flexível, escolhendo testar uma solução que oferece tecnologia moderna, sem ficar presa a uma única moeda digital.

A Linea é uma espécie de “atalho inteligente” dentro da rede Ethereum. Com ela, é possível fazer transações rápidas, com mais segurança e menos custos. Além disso, a Linea permite que os bancos tenham mais controle e sigam as regras dos órgãos reguladores, o que é essencial quando se trata de movimentar grandes quantias de dinheiro entre países.

Nos testes iniciais, grandes instituições financeiras, como o BNP Paribas e o BNY Mellon, estão participando da experiência com a SWIFT. A ideia é ver se a nova tecnologia pode facilitar os pagamentos internacionais, juntando num só lugar a parte da mensagem (os dados da transferência) e o envio do dinheiro em si. Isso tornaria o processo mais eficiente e barato.

A Ripple, por sua vez, continua ativa no mercado e tem parcerias com diversos bancos, especialmente em países em desenvolvimento. No entanto, a escolha da SWIFT mostra que, por enquanto, o setor financeiro tradicional ainda prefere soluções que não envolvem diretamente criptomoedas em que há dúvidas regulatórias.

Na prática, isso quer dizer que a SWIFT está tentando evoluir sua tecnologia, mas sem abrir mão da segurança e da confiança que os bancos exigem. O Ethereum, por ser uma plataforma já bem conhecida e utilizada no mundo todo, oferece uma base mais sólida para esse tipo de experimento.