China constrói o maior centro militar do mundo, e imagens de satélite mostram detalhes impressionantes
Por Sandro Felix
Publicado em 25/04/25 às 12:52
Em meio às crescentes tensões geopolíticas globais, uma nova peça estratégica surge no tabuleiro internacional: a China está finalizando a construção da chamada “Beijing Military City”, um complexo militar colossal que impressiona não apenas por sua escala, mas também pelo que simboliza.
Localizado a apenas 30 quilômetros de Pequim, o centro militar ocupa uma área superior a 1.500 hectares — tornando-se o maior do planeta e superando o Pentágono em tamanho por uma margem de dez vezes. Especialistas ouvidos pelo Financial Times, acreditam que a verdadeira dimensão do projeto pode ser ainda maior do que o que as imagens de satélite conseguem revelar.
O que torna a estrutura ainda mais inquietante não é apenas sua vastidão. Imagens aéreas mostram obras subterrâneas extensivas, conectadas por túneis, formando um verdadeiro labirinto de bunkers que remetem diretamente à época da Guerra Fria. Para analistas, essas instalações subterrâneas não são apenas uma medida defensiva de precaução, mas parte essencial da estratégia militar da China para os próximos anos.
A construção desse centro militar está diretamente alinhada com a meta anunciada pelo presidente Xi Jinping: preparar as forças armadas chinesas para um eventual conflito até 2027. A data estratégica coincide com análises de que Pequim estaria se preparando para possíveis ações militares relacionadas a Taiwan.
O sigilo em torno do projeto é intenso. Foram implementadas restrições ao uso de drones nas redondezas, e o governo chinês mantém silêncio sobre os detalhes e a finalidade da mega instalação. Observadores internacionais avaliam que o complexo terá capacidade não apenas para treinar e coordenar tropas em tempos de paz, mas também para operar como um centro de comando resistente a ataques nucleares em caso de conflito — muito semelhante aos bunkers da Guerra Fria.
Além das tradicionais batalhas militares, a China também se prepara para disputas comerciais e conflitos em domínios emergentes, como o espaço. O investimento em novas tecnologias bélicas reforça que a “Beijing Military City” não é apenas uma fortaleza física, mas parte de uma visão mais ampla de domínio estratégico global.
A construção dessa cidade militar reafirma a aposta da China em consolidar sua posição como potência mundial, em um cenário internacional cada vez mais marcado pela incerteza e pela rivalidade entre grandes potências.