O plano B dos bilionários para o fim do mundo já está pronto — e você ficou de fora
Por Sandro Felix
Publicado em 21/04/25 às 07:40
Em meio a um cenário global marcado por incertezas climáticas, instabilidade política e avanços tecnológicos acelerados, grandes nomes do setor de tecnologia têm investido em planos de sobrevivência próprios, voltados à proteção pessoal em caso de colapso da civilização.
A denúncia parte do teórico e professor Douglas Rushkoff, que, em seu livro “A sobrevivência dos mais ricos”, expõe como figuras como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Sam Altman estão direcionando fortunas para garantir sua segurança e continuidade em um futuro incerto.
Segundo Rushkoff, Elon Musk tem apostado na colonização de Marte como uma possível alternativa para a humanidade. No entanto, o autor aponta que o plano pode ser mais excludente do que parece, sendo voltado, na prática, apenas para uma pequena elite capaz de arcar com os custos da vida fora da Terra.
Já o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, teria iniciado a construção de um bunker subterrâneo em uma área remota do Havaí. A estrutura, mantida sob sigilo, teria como objetivo protegê-lo de possíveis crises globais. Sam Altman, criador da OpenAI e do ChatGPT, revelou interesse em criar uma “cópia digital” de seu cérebro, o que permitiria, teoricamente, sua sobrevivência em formato virtual.
Para Rushkoff, esses comportamentos refletem uma mentalidade que prioriza o controle individual em detrimento de soluções coletivas.
Esses bilionários não estão tentando salvar o mundo. Estão tentando escapar dele, afirma.
A lógica por trás dessas iniciativas estaria ligada, segundo ele, a uma visão de mundo que trata relações humanas como ativos financeiros e privilegia estratégias de isolamento frente a crises, em vez do fortalecimento de redes comunitárias.
O fenômeno, no entanto, não se restringe ao alto escalão do Vale do Silício. Dados da consultoria BlueWeave Consulting mostram que apenas em 2023, americanos investiram 137 milhões de dólares em abrigos privados. A expectativa é de que esse mercado alcance os 175 milhões nos próximos cinco anos, impulsionado por temores relacionados a pandemias, guerras e colapsos sociais.
Para Rushkoff, o crescimento dessa “indústria da sobrevivência” é sintoma de uma sociedade que perdeu a fé nas instituições e busca a salvação por meios próprios. “Quando o colapso vier, esses líderes tecnológicos estarão prontos para partir — e deixar o resto de nós para trás”, conclui o autor.