Superprodução da Netflix, ‘The Electric State’, fica aquém das expectativas e se torna um fracasso monumental

Superprodução da Netflix, ‘The Electric State’, fica aquém das expectativas e se torna um fracasso monumental

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Publicado em 19/03/25 às 17:49

A expectativa em torno de The Electric State era gigantesca. Não era para menos: com um orçamento estimado em 320 milhões de dólares, o filme dirigido pelos irmãos Russo se tornou a produção mais cara da história da Netflix. Esse investimento astronômico trazia consigo a obrigação de um desempenho de destaque, tanto em termos de audiência quanto de impacto cultural. Nos primeiros dias, tudo parecia indicar que a superprodução alcançaria números grandiosos, seguindo o caminho de outros grandes lançamentos da plataforma.

No entanto, a realidade começou a se mostrar diferente. Apesar de liderar o ranking de filmes mais assistidos da Netflix em 85 países, os números divulgados revelam que a recepção não foi tão impressionante quanto o esperado. No primeiro fim de semana, a ficção científica estrelada por Millie Bobby Brown e Chris Pratt acumulou 53,8 milhões de horas assistidas, o equivalente a aproximadamente 25,2 milhões de visualizações. Embora esses números possam parecer expressivos, o contexto revela um panorama menos animador.

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Sucesso global, mas audiência decepcionante

Comparando The Electric State com outros sucessos recentes da Netflix, o desempenho inicial se mostra abaixo do esperado. Filmes como De Volta à Ação, com Cameron Diaz e Jamie Foxx, registraram um lançamento muito mais forte, com 88,9 milhões de horas assistidas e 46,8 milhões de visualizações — e com um orçamento significativamente menor. Da mesma forma, Bagagem de Mão superou The Electric State em dezembro, com 84 milhões de horas vistas e 42 milhões de visualizações. Até mesmo Donzela, protagonizado pela própria Millie Bobby Brown, conseguiu resultados superiores no ano passado, atingindo 64,8 milhões de horas assistidas e 35,3 milhões de visualizações.

Se considerarmos também Atlas, estrelado por Jennifer Lopez, a comparação se torna ainda mais desfavorável para The Electric State. Atlas teve um desempenho inicial superior (56,3 milhões de horas assistidas e 28,2 milhões de visualizações), mas custou apenas um terço do orçamento da nova aposta dos irmãos Russo. O alto custo da superprodução impõe uma barreira muito maior para que seja considerada um verdadeiro sucesso, e os números indicam que a Netflix pode ter mais um grande prejuízo em mãos.

A principal questão que se coloca é a relevância dessas produções dentro do universo do streaming. O modelo da Netflix, que investe somas exorbitantes em filmes com a esperança de criar fenômenos culturais, parece estar enfrentando dificuldades em transformar esses lançamentos em eventos impactantes. Sem um lançamento nos cinemas e com uma concorrência feroz, The Electric State pode ter se tornado mais um título caro que não conseguiu justificar seu investimento gigantesco.

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