Risco de impacto do asteroide 2024 YR4 com a Terra aumenta para 3,1%
Por Sandro Felix
Publicado em 18/02/25 às 18:34
O risco de colisão do asteroide 2024 YR4 com a Terra em 2032 aumentou significativamente, segundo uma nova análise da NASA. O objeto, descoberto no final de 2024 pelo sistema de monitoramento ATLAS, no Chile, teve suas chances de impacto elevadas para 3,1%, o que significa uma probabilidade de 1 em 32 de atingir o planeta.
A Agência Espacial Europeia (ESA) também revisou suas projeções, apontando uma chance de 2,8%, ligeiramente superior aos 2,3% estimados anteriormente. Apesar das diferenças, ambos os cálculos acenderam um sinal de alerta na comunidade científica, que agora busca formas de compreender melhor a trajetória e os possíveis efeitos desse impacto.
O Telescópio Espacial James Webb será um dos principais instrumentos utilizados para analisar a composição e estrutura do 2024 YR4 antes que ele desapareça atrás do Sol em abril de 2025, tornando-se invisível para os telescópios terrestres por um longo período.
O perigo de um “assassino de cidades”
O 2024 YR4 não é um asteroide qualquer. Com um diâmetro estimado entre 40 e 90 metros, seu impacto poderia liberar uma energia comparável à explosão de múltiplas bombas nucleares, causando devastação em larga escala. Por esse motivo, astrônomos classificam objetos dessa categoria como “assassinos de cidades”, pois poderiam obliterar completamente uma metrópole caso atingissem uma área habitada.
De acordo com os especialistas, a trajetória do asteroide será analisada minuciosamente até o início de abril. Depois disso, ele ficará fora do alcance das observações diretas até 2028, o que torna esta janela de tempo crucial para obter informações detalhadas.
Possíveis planos de defesa
Com o aumento da preocupação, cientistas e agências espaciais estão debatendo possíveis estratégias para desviar ou minimizar os danos caso o impacto se torne inevitável. Entre as opções cogitadas estão o uso de impactadores cinéticos, como foi testado na missão DART da NASA em 2022, ou mesmo a detonação de explosivos próximos ao asteroide para alterar sua trajetória.
Especialistas alertam que, embora o risco de impacto ainda seja relativamente baixo, é fundamental manter um monitoramento contínuo e desenvolver tecnologias capazes de evitar uma catástrofe global no futuro. Afinal, como demonstrado por eventos passados, a ameaça de asteroides é real – e a humanidade precisa estar preparada.