Maior usina de energia solar do mundo começa a tomar forma em Abu Dhabi

Publicado em 22/01/25 às 16:07

Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, está prestes a conquistar o título de lar da maior usina solar do mundo. O ambicioso projeto, liderado pela Abu Dhabi Future Energy Company (Masdar) em parceria com a Emirates Water and Electricity Company, promete revolucionar o setor de energia renovável.

Com uma capacidade de geração de 5,2 gigawatts (GW), o empreendimento contará com a primeira usina solar fotovoltaica do mundo equipada com um Sistema de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) integrado. Essa tecnologia permitirá que a usina forneça energia continuamente, mesmo à noite ou em dias nublados, garantindo operação 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Uma escala sem precedentes

A usina solar, acompanhada pelo sistema de baterias de 19 GWh, será capaz de fornecer até 1 GW de energia base diariamente. Isso será suficiente para abastecer cerca de 750 mil residências, representando um marco significativo na transição energética global.

Para alcançar essa façanha, o projeto deverá utilizar quase 10 milhões de painéis solares, cobrindo uma área estimada de 52,44 km² – equivalente a aproximadamente 10 mil campos de futebol. O tamanho supera em escala o Al Dhafra Solar Plant, outra grande usina em Abu Dhabi inaugurada em 2023, que ocupa 21 km² e utiliza 4 milhões de painéis solares.

Investimento e impacto global

O custo estimado do projeto é de impressionantes US$ 6 bilhões, com previsão de entrada em operação em 2027. Mohamed Jameel Al Ramahi, CEO da Masdar, destacou em entrevista que o sistema será “gerenciado por uma solução inteligente integrada, permitindo a distribuição de energia a qualquer momento, seja de dia ou à noite”.

Além de superar o recorde de 3,5 GW da ‘Midong’, a maior usina solar da China, o projeto coloca Abu Dhabi na vanguarda das energias renováveis. Ele também representa um passo importante para que os Emirados Árabes Unidos atinjam sua meta de neutralidade de carbono até 2050, reforçando sua posição como líder global no combate às mudanças climáticas.