Sonda Solar Parker da NASA sobrevive após aproximação recorde do Sol

Sonda Solar Parker da NASA sobrevive após aproximação recorde do Sol

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Publicado em 29/12/24 às 07:37

A NASA anunciou um marco notável em sua missão de exploração solar: a Sonda Solar Parker realizou a aproximação mais próxima já registrada ao Sol, atingindo a distância de 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar no dia 24 de dezembro. Essa conquista, divulgada inicialmente pela agência Reuters, representa um avanço significativo na compreensão do astro-rei e de seus fenômenos.

Durante essa incursão histórica, a sonda enfrentou temperaturas extremas de até 982 graus Celsius ao atravessar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol. Simultaneamente, alcançou a velocidade impressionante de 692.000 km/h, tornando-se o objeto mais rápido já produzido pela humanidade.

Esse feito extraordinário foi possibilitado por manobras orbitais complexas, incluindo assistências gravitacionais de Vênus, que permitem à Parker ajustar gradualmente sua trajetória para se aproximar cada vez mais do Sol.

No dia 26 de dezembro, a equipe de operações do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, recebeu um “sinal de baliza” enviado pela sonda, confirmando seu pleno funcionamento e a integridade de seus sistemas. A NASA oficializou a confirmação no dia seguinte, ressaltando o sucesso contínuo da missão e a robustez do equipamento diante das condições extremas enfrentadas.

Sonda Solar Parker

Lançada em 2018, a Sonda Solar Parker tem como principal objetivo aprofundar o conhecimento sobre o Sol. Cientistas esperam que os dados coletados esclareçam mistérios como o motivo de a coroa solar ser centenas de vezes mais quente que a superfície solar.

A missão também busca explicar os fenômenos que impulsionam o vento solar — um fluxo constante de partículas carregadas emitidas pelo Sol. A NASA destacou que a Parker oferece uma visão inédita sobre o funcionamento dessas partículas e os processos que aceleram sua velocidade para perto da velocidade da luz.

Mais dados sobre a aproximação histórica da sonda devem chegar ao nosso planeta no dia 1º de janeiro, o que permitirá aos cientistas analisar com maior profundidade os fenômenos observados durante sua trajetória.

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