Conheça Ameca e Azi, a nova dupla de robôs humanóides que está impressionando e dividindo opiniões

Conheça Ameca e Azi, a nova dupla de robôs humanóides que está impressionando e dividindo opiniões

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Publicado em 16/10/24 às 16:22

A cada dia que passa, a inteligência artificial e a robótica avançam de forma impressionante, proporcionando inovações que parecem sair diretamente de filmes de ficção científica. Um exemplo recente desse avanço tecnológico é o surgimento de uma dupla de robôs humanóides, Ameca e Azi, que estão causando tanto fascínio quanto desconforto com suas habilidades incrivelmente realistas. Desenvolvidos pela empresa britânica Engineered Arts, esses robôs conseguem simular uma gama surpreendente de expressões faciais humanas, o que vem levantando debates sobre os limites da tecnologia e o impacto dessas criações na sociedade.

Robôs

Quem são Ameca e Azi?

Ameca, que já foi chamada de “um dos robôs em forma humana mais avançados do mundo”, agora tem companhia. Azi, o novo “amigo” de Ameca, também é capaz de expressar emoções de forma assustadoramente realista. Juntos, eles são capazes de participar de conversas dinâmicas e expressivas, que, embora sejam tecnicamente impressionantes, também podem ser um pouco perturbadoras para os espectadores. Essa interação entre os dois robôs é alimentada por inteligência artificial, especificamente o Chat-GPT, uma tecnologia de linguagem que permite que os robôs respondam de forma coerente e convincente.

Em um vídeo recente divulgado pela Engineered Arts, Ameca e Azi demonstram suas habilidades em uma conversa divertida — embora um tanto desconfortável. Em um momento cômico, Azi conta uma piada ruim sobre “cookies da internet”, ao que Ameca responde com um olhar de desdém, franzindo o nariz em desaprovação. A resposta expressiva de Ameca é tão natural que quase faz esquecer que se trata de uma máquina. Já Azi, percebendo a reação negativa, responde com uma expressão de desânimo e olhos tristes, como se soubesse que sua piada realmente não teve graça.

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A tecnologia por trás das expressões realistas

O que torna Ameca e Azi tão impressionantes não é apenas sua habilidade de conversar, mas principalmente como eles conseguem expressar emoções humanas com tanta precisão. Esses robôs possuem 32 atuadores (motores) que controlam seus movimentos faciais e de pescoço. Destes, cinco são responsáveis pelos movimentos do pescoço e 27 são dedicados apenas às expressões faciais. Os detalhes são meticulosos: 12 atuadores são usados nos lábios, dois na mandíbula, quatro nos olhos, quatro nas pálpebras, quatro nas sobrancelhas e um no nariz. Essa complexa mecânica permite que os robôs façam expressões detalhadas, como sorrir, franzir a testa, erguer as sobrancelhas ou apertar os olhos, o que lhes confere uma aparência quase humana.

Ameca e Azi robôs

O propósito dos robôs da Engineered Arts

Ameca e Azi foram criados pela Engineered Arts, uma empresa do Reino Unido especializada em robôs humanoides para fins de entretenimento, comunicação e educação. A empresa é conhecida por alugar seus robôs para eventos, oferecendo inclusive a possibilidade de personalizar até cinco minutos de conteúdo para que os robôs realizem performances sob medida. Apesar do fascínio que essas criações provocam, a empresa mantém sigilo sobre o preço dos robôs, afirmando em tom de brincadeira que “custa mais que uma xícara de café, mas menos que uma ilha.”

Robôs Ameca e Azi

Segurança e limitações éticas

Embora o realismo e a inteligência desses robôs possam causar certo receio sobre o futuro da robótica, a Engineered Arts garante que suas criações são completamente seguras. Em seu site oficial, a empresa afirma que não tem interesse em militarizar seus robôs, destacando que o risco de uma “tomada de controle mundial” é praticamente nulo. “Nossos robôs são totalmente seguros. Eles são inerentemente gentis e, mesmo que um robô se movesse acidentalmente e esbarrasse em você, não causaria nenhum dano”, afirma a empresa.

Além disso, a Engineered Arts faz questão de ressaltar que seus robôs foram projetados para serem autênticos e para proporcionar entretenimento, e não para tirar vidas. “Nunca trabalharíamos com o exército, mas ficaríamos felizes em fazer uma réplica do Terminator para uma exposição”, brinca a empresa, fazendo referência ao famoso robô exterminador da franquia de filmes de ficção científica.

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