Britânico envolvido em caso de extorsão contra a Apple passa a atuar no setor de cibersegurança

Publicado em 23/04/24 às 12:57

No ano de 2019, a comunidade tecnológica voltou sua atenção para o caso de Kerem Albayrak, então com 22 anos, após ele se envolver em um episódio que colocou em evidência preocupações relacionadas à segurança de dados associados ao ecossistema da Apple. À época, Albayrak afirmou atuar como porta-voz de um grupo autodenominado Turkish Crime Family, nome que já havia sido associado anteriormente a vazamentos de dados obtidos de serviços de terceiros.

Segundo relatos divulgados pelo portal francês JeuxVideo e por outros veículos internacionais, Albayrak entrou em contato com a Apple alegando ter acesso a um grande volume de contas associadas ao iCloud. Com base nessa alegação, ele exigiu inicialmente o pagamento de 75 mil euros em criptomoedas ou 100 mil cartões-presente do iTunes, no valor de 100 euros cada. Após não obter resposta, suas exigências teriam sido alteradas para 100 mil euros em dinheiro.

A Apple optou por não atender às demandas e acionou as autoridades britânicas. A investigação foi conduzida no Reino Unido, onde Albayrak acabou sendo processado por tentativa de extorsão e acesso não autorizado a sistemas computacionais.

De acordo com informações divulgadas por autoridades britânicas, não foi encontrada evidência de que os sistemas do iCloud da Apple tenham sido efetivamente invadidos. As investigações indicaram que os dados mencionados por Albayrak estariam relacionados, em grande parte, a informações obtidas a partir de vazamentos anteriores de serviços de terceiros, muitos deles antigos ou inativos.

Em 2019, Kerem Albayrak foi condenado pela Justiça britânica a uma pena suspensa de dois anos, além do cumprimento de 300 horas de trabalho comunitário não remunerado e um período de seis meses de monitoramento eletrônico com restrição de horários, como parte da sentença.

Segunda chance

Anos após o episódio e o cumprimento das penalidades impostas pela Justiça, Albayrak passou a atuar no setor de segurança cibernética. A partir de 2023, alguns veículos internacionais relataram sua entrada em iniciativas empresariais voltadas à prevenção de fraudes digitais e à proteção contra crimes financeiros.

Registros públicos no Reino Unido indicam que, em 2025, Albayrak passou a figurar como diretor de uma empresa chamada OPAC Global, que se apresenta como especializada em segurança cibernética e no combate a esquemas de fraude financeira. Informações adicionais sobre sua atuação e cargo exato na empresa variam conforme a fonte, sendo baseadas principalmente em comunicados institucionais e reportagens de imprensa.

A trajetória de Kerem Albayrak, marcada por um episódio judicial de grande repercussão e por sua posterior atuação no setor de cibersegurança, costuma ser citada como exemplo de uma transição profissional controversa. O caso também é frequentemente lembrado em debates sobre responsabilidade digital, limites legais da segurança da informação e a importância de distinção entre alegações públicas e fatos comprovados judicialmente.


Nota editorial: Esta matéria foi atualizada para maior precisão informativa, com ajustes de linguagem e contextualização, mantendo-se baseada em fontes públicas e cobertura da imprensa internacional.

Fontes