Conheça o Ródio, o metal mais caro e precioso do mundo

Publicado em 20/08/23 às 07:34

Devido à sua incrível versatilidade, o ouro é amplamente apreciado por sua condutividade, durabilidade e estética, garantindo seu lugar firme entre os cinco metais mais valiosos. Atualmente, o ouro é cotado a mais de $1.850 por onça, o que é impressionante, mas insignificante quando comparado ao valor do ródio.

O ródio é atualmente o metal precioso mais caro e um dos mais raros da Terra, avaliado em $10.300 por onça. Sua extração é notavelmente desafiadora, exigindo métodos complexos e custosos. No entanto, a questão que permanece é: O que exatamente torna esse metal tão precioso e caro?

A resposta reside nas propriedades notáveis do ródio. Ele é praticamente impermeável ao oxigênio, o que o qualifica como um metal nobre e o torna um catalisador perfeito, resistente tanto à corrosão quanto à oxidação. Além disso, sua robustez geral e seu impressionante ponto de fusão de 1.964 graus Celsius (3.567 graus Fahrenheit) o colocam em destaque entre os metais do grupo da platina, ao lado de elementos como platina, paládio, ósmio, irídio e rutênio.

A capacidade do ródio de suportar temperaturas extremas, seja na água ou no ar, atingindo até 600 graus Celsius (1.112 graus Fahrenheit), e permanecer insolúvel na maioria dos ácidos, o torna altamente versátil para uma variedade de aplicações, incluindo uso em veículos automotores, aeronaves, contatos elétricos e termopares de alta temperatura, bem como fios de resistência.

O ródio é o mais raro dos metais do grupo da platina, ocorrendo em uma proporção minúscula de cerca de 0,000037 partes por milhão na crosta terrestre, em comparação com o ouro, que é encontrado em uma abundância de cerca de 0,0013 partes por milhão, de acordo com a Royal Society of Chemistry. A produção principal desse metal precioso ocorre principalmente na África do Sul e na Rússia e pode ser um subproduto do refinamento de minérios de cobre e níquel, que contêm até 0,1% de ródio. Anualmente, cerca de 16 toneladas de ródio são produzidas, enquanto estima-se que existam reservas de aproximadamente 3.000 toneladas.

A história do ródio remonta a 1803, quando o químico inglês William Hyde Wollaston extraiu o elemento de um minério de platina encontrado na América do Sul. Essa descoberta ocorreu logo após a identificação de outro metal do grupo da platina, o paládio. Normalmente encontrado junto com depósitos de platina, o ródio foi isolado da amostra de Wollaston por meio da remoção da platina e do paládio, resultando em um pó vermelho escuro que foi posteriormente tratado com gás hidrogênio para revelar o precioso metal ródio.

Embora o ródio sólido tenha uma brilhante coloração prateada, seu nome deriva da palavra grega “rodon”, que significa rosa, devido à cor vermelha dos sais desse metal.

Apesar de sua extrema raridade e beleza, é notável que, em 2019, quase 90% da demanda por ródio estava relacionada ao setor de catalisadores automotivos, especificamente na produção de conversores catalíticos. Isso pode parecer uma aplicação modesta para um dos metais preciosos mais raros da Terra, mas demonstra sua importância crítica na redução de emissões de poluentes no setor automotivo.

O ródio desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade do ar ao converter gases nocivos em emissões menos prejudiciais, destacando sua relevância tanto para a indústria quanto para o meio ambiente.