
Sony enfrenta processo bilionário por práticas anticompetitivas da PlayStation Store
Por Sandro Felix
Publicado em 22/08/22 às 16:21
Alex Neil, defensor dos direitos do consumidor, abriu um processo bilionário contra a Sony no Reino Unido alegando que a companhia está abusando do seu poder de mercado para impor termos e condições injustas a desenvolvedoras que desejam oferecer jogos em sua loja.
De acordo com detalhes do processo, como a Sony fica com uma fatia de 30% do valor de todos os produtos vendidos em sua loja, ela “obriga” os desenvolvedores a elevar o valor cobrado por seus jogos afim de ter algum lucro, o que acaba resultando em prejuízo aos consumidores que tem que pagar altos valores pelos jogos.
Os jogos agora são a maior indústria do entretenimento no Reino Unido, à frente da TV, vídeos e músicas e muitas pessoas vulneráveis dependem deles para ter comunidades e conexões. As ações da Sony estão custando a milhões de pessoas que não podem pagar por isso, particularmente quando estamos no meio de uma crise de custo de vida e a bolsa do consumidor está sendo exprimida como nunca antes, afirmou Neil.
A ação prevê ainda que a Sony seja obrigada a compensar financeiramente todas as pessoas que fizeram uma compra na PSN desde o dia 19 de agosto de 2016, o que acarretaria numa multa para a empresa no valor de £5 bilhões de libras.
Com esta ação legal, estou defendendo as milhões de pessoas do Reino Unido que foram involuntariamente sobrecarregados. Acreditamos que a Sony abusou da sua posição e roubou os seus clientes.

Curiosamente, o processo de Alex Neil abrange somente a Sony. No entanto, a companhia não é a única que cobra 30% sobre o valor dos produtos vendidos em sua loja. A Microsoft, assim como a Apple, Google, Valve e muitas outras, também cobram essa mesma fatia. A exceção fica para a loja da Epic Game Store, que cobra 12% sobre cada jogo vendido em sua loja.
